24 abril 2007

Calarei diante do pecado da homossexualidade?

I Corintios 6.9-10 "Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os EFEMINADOS, nem os SODOMITAS, 6 - 10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus."
Efeminado segundo defininção do dicionário Michaellis on line do UOL: e.fe.mi.na.doadj (lat effeminatu) 1 Caracterizado por qualidades mais próprias a mulheres do que a homens. 2 Que tem modos de mulher. 3 Ex­cessivamente delicado; mole. 4 Pusilânime. 5 Vo­luptuoso.
Sodomita segundo definição do mesmo dicionário: so.do.mi.ta1s m+f (lat sodomita) Pessoa que pratica a sodomia; pederasta.
Definição de Sodomia: so.do.mi.asf (top Sodoma+ia1) Concúbito de homem com homem ou de mulher com mulher. S. imperfeita: contatos libidinosos entre pessoas do mesmo sexo, sem cópula mas com orgasmo. S. impropriamente dita: coito anal entre homem e mulher. S. perfeita: coito anal de homem com homem com ejaculação; pederastia.
Estamos em um tempo muito difícil! Tempo onde uma minoria da sociedade se coloca na direção e controle da vida da grande maioria do povo, procurando determinar seu modo de pensar, falar, agir e, agora, até mesmo de se relacionar. É a forma de se viver numa sociedade republicana democrática: "poucos", escolhidos pelos que representam o "muito", decidem o quanto recolher, como aplicar, e, agora, como viver também. É, estou repetindo a idéia. Mas, o fato é: é a verdade! E, também o é verdade que, apesar de ser uma republica, continuamos refém de poucos (antes de mais nada gostaria de dizer que não sou contra a democracia, mas penso não vivermos tal coisa).
Bom, você pode estar se perguntando: "o que tem a ver isto com o tema proposto?" É fácil minha resposta. Tem a ver que uma minoria "gay" está conseguindo colocar contra a parede uma maioria que não concorda com seu estilo de vida, com sua ideologia. Não estou referindo-me aos que abominam a vida dos "gays", e assim os agridem, os matam. Não! Estou falando a respeito daqueles que não aceitam a ideologia de que ser "gay" é natural a condição humana. Falo isto como ser humano, e também com ser humano religioso, que vive segundo os princípios bíblicos.
Ainda sobre uma "minoria que determina os rumos da vida de uma maioria", quero dizer que sinto-me incomodado, extremamente agredido com o fato de um Projeto de Lei (projeto de lei nº 5.003-b, de 2001) está a ponto de ser levada ao presidente da república para receber sua assinatura tornando-a oficial, na qual, me obrigará a ficar calado diante da pecaminosidade da prática homossexual. E estou atônito pelo fato de que quase nenhum representante político do povo de Deus (li até hoje apenas o discurso do Senador Marcelo Crivela da Universal, veja no link http://www.marcelocrivella.com.br/paginas/_det-noticia.asp?cod=159), e de que poucas ou quase nenhuma entidade e instituição cristã(tenho conhecimento apenas da posição oficial da IPB http://tempora-mores.blogspot.com/2007/04/mensagem-presbiteriana-sobre-aborto-e.html), tenha se pronunciado diante de tal fato.
É ruim ver nosso país tomar como seu valores semelhantes aos de Sodoma e Gomorra (Gn 13.13; 19.1-25). É triste ver a Igreja brasileira muitas vezes se se calando, sendo indiferente para com o destino de nossa nação, em troca de um amasiamento com o dinheiro e o poder do Estado. Vejo-a muitas vezes como Ló, sobrinho de Abrãao que morava em Sodoma. Este havia se acostumado tanto às praticas pecaminosas do povo (os chama de irmãos - Gn 19.7), que chegou ao ponto de oferecer suas filhas para serem abusadas no lugar dos anjos, sem nenhuma resistência, sem nenhum posicionamento contrário (Gn 19.8). Ou como a sua mulher, a qual amava tanto os costumes das duas cidades, que desobedeceu a Deus, e, ao olhar com o desejo de estar nelas, tornou-se uma estátua de sal, insípido e desnecessário, portanto, morta (Gn 19.26).
De igual modo nós estamos ficando calados e aceitando tal imposição do Estado na intimidade do lar, na individualidade de nós cidadãos brasileiros. Estamos aceitando que imponha este o que devemos aceitar ou não, permitindo o extermínio da consciência cristã firmada nos princípios da Palavra de Deus, e no princípio de testemunha dos valores do Reino de Deus implantado em Jesus Cristo, não somente na questão da homossexualidade, mas também nesta.
Será que iremos nos calar diante do medo da violência da mordaça do Estado?
Mas, gostaria de dizer que, como outros, não desejo me calar. Irei falar, e pagar por falar. Aprendi pela Palavra que a prática da homossexualidade é pecado. É crime contra a a vontade de Deus, portanto, contra a naturalidade do "ser humano"; é uma atitude contra a família, e portanto, não posso ficar calado. Denuncio o pecado, e, se preciso for, serei "mártir" com muitos outros.
Fico entristecido, porém, pelo fato de que esta nova ditadura de valores que não ajudará em nada a família brasileira e, assim, a sociedade constituída. Fico idignado pelo fato de que estes valores venham a ser impostos por uma minoria de políticos corrompidos, não tementes a Deus, e de que nós, o povo de Deus, tenhamos que, teoricamente, nos submeter a estes, o que não farei. Com eles não concordarei, e não darei meu aval. "Importa antes obedecer a Deus que aos homens...", já nos ensinou o Espírito pelos Apóstolos Pedro e João (Atos 5.29). Potanto, protesto agora, e protestarei enquanto for preciso.
Sei que posso ser julgado por muitos. Não temo. Antes temo ser julgado por aquele que pode me condenar e destruir minha alma (Mateus 10.28). Não negocio meus valores e princípios. Não negocio o direito de poder dizer aos meus sobrinhos que a homossexualidade não agrada ao Senhor, e é pecado que leva para morte eternar. Não aceito que meu direito de ensinar na Igreja e instruir segundo a Palavra de Deus seja tirado de mim. Não aceito que não venha a ter direito de educar meus filhos, ensinado-os que a relação entre dois do mesmo sexo não agrada ao Seu Senhor, Criador e Salvador.
Por fim, quero dizer que não tenho pavor de homossexuais. Não. Convivi com muitos. Amigos de escola. Mas isto não significa que concorde com suas práticas. A eles sempre falei com amor a respeito desta situação, e continuarei, com amor, a denunciar seu pecado. Sempre fui submisso aos que denunciaram os meus em amor, e aprendi que não denunciar significa indiferença, deserviço ao que está em erro. Desta forma, chamá-los ao arrependimento será uma forma de servi-los em amor, ajudando-os a compreender que, por esta pratica pecaminosa, estão sendo levados à morte eterna.
Sem mais, quero deixar aqui minha tristeza pelo fato dos políticos brasileiros estarem conduzindo a nação sem consultar o povo, acima de tudo, sem direção da Vontade de Deus. São cegos que conduzem cegos. Contudo, afirmo: há muitos cujos olhos não enchem seus corpos de trevas, por isto conseguem ver para onde estão sendo guiados. Há muitos, cujas consciências não estão mortas em seus pecados (Hebreus 9.14; 10.22; 13.18), não estão cauterizadas (I Timóteo 4.2), e, por isto, não ficarão calados diante de tal realidade.
Ps.: recomendo sobre o assunto recomendo o texto de Solano Portela "A Sociedade Refém da Visão Homossexual de Vida" no seguinte link: http://tempora-mores.blogspot.com/2007_03_01_archive.html e "A Lei da homofobia para Leigos..." no link: http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/lei-da-homofilia-para-leigos.html
Leia ainda:União homossexual é rejeitada por 49%; para 52%, casais gays não podem adotar no link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200706.htm
No amor daquele que nos liberta de toda escravidão, inclusive de nós mesmos,
Cleber B. Gouveia
Pastor Auxiliar da Primeira IPI do Distrito Federal

12 abril 2007

Três movimentos

Olá! Dependendo da hora em que está entrando neste blog, quero desejar a você "Bom dia!", "Boa tarde!" ou "Boa noite!", se já não for madrugada, ai retorno o meu "Bom dia!".

Abaixo, posto um texto, ainda sem autorização prévia, uma vez que não consegui falar com o autor, o qual fez-me refletir e desejar ser um cristão diferente, verdadeiramente diferente, que sirva, ame e se doe como o Meu Senhor, do qual sou servo, diga-se de passagem, infiel.

O texto é de ricardo Gondim, e pode ser encotrado em seu site pessoa, cujo endereço coloco no final do texto, após seu nome. Espero que o Espírito do Senhor fale ao seu coração de forma profunda e convincente da necessidade de sermos mais cristãos, discípulos mesmo.

No amor de Deus em Cristo Jesus, Cleber B. Gouveia.


Três movimentos


Hoje visitei o Hospital São Paulo da Universidade Federal. Convidado pelo grupo de capelania liderado por um pastor batista chamado Nino, caminhei pelos corredores da emergência, espiei a unidade semi-intensiva da pediatria e ainda tive tempo para falar para os doentes que conseguiram alcançar o auditório do décimo quinto andar.

Quando saí pelos quarteirões que me separavam do carro, fui invadido por um turbilhão de emoções, idéias, compaixão, revolta e fadiga. Já que também faço da escrita uma catarse, cá estou diante do teclado tentando exorcizar ou purificar-me – sei lá o que desejo fazer – do tumulto causado por uma casa de saúde brasileira; ninguém visita um hospital público no Brasil e consegue se manter o mesmo.

Antes, senhoras e senhores, lembremos que estive no hospital da Universidade Federal de Medicina da maior e mais rica cidade da América do Sul.

Minhas impressões da visita:

1. O movimento "evangélico" brasileiro, com seus pressupostos teológicos, com sua antropologia, com sua cosmovisão, com sua cristologia, com seu pragmatismo, é promotor de neuroses absurdamente disfuncionais, não tem como consolar pessoas carentes e, pior, causa vexames por onde passa. Um cristão que desejar manter sua sanidade existencial ou estabelecer qualquer contato com o mundo, precisa pensar fora dos moldes da atual igreja "evangélica". O pastor Nino me contou da dificuldade de aceitar voluntários "evangélicos" em condições de visitar os enfermos. Repetidamente ele é chamado a atenção pela diretoria do hospital, porque crentes, aos gritos, querem expulsar demônios "escondidos" debaixo dos leitos, ou oprimir com remorsos quem já sofre - fazem afirmações absurdas de que toda doença é fruto de pecados escondidos. Ele me relatou o caso de uma senhora que pediu oração pelo filho doente a uma voluntária. A crente começou falando em línguas estranhas; no meio de sua prece, parou e disse para a mãe aflita: “Não posso continuar!, o pastor Nino não permite que eu fale esse tipo de coisa". A mãe insistiu, desesperada: “Não faça isso comigo, não me deixe assim sem saber o que está acontecendo”. A irmãzinha sem nenhum senso, sem nenhuma graça, sem Deus e sem o seu Espírito, profetizou: “É que eu acabo de ter uma visão do seu filho, morto dentro de um caixão”. O resto da história, nem adianta comentar. Tétrico.

2. Por outro lado, saudei a grandeza de heroínas e de grandes homens da fé. Um punhado de gente reluz todos os sábados naquele hospital. Algumas mulheres, com idade de serem minha mãe, corriam para cima e para baixo para não deixar ninguém sem uma visita antes do almoço. Assisti a uma pequena apresentação de fantoche; enchi meus olhos de lágrimas quando uma paciente entrou no auditório amparada por dois senhores, puxando seu soro. Quero celebrar esses anônimos que trabalham para o Reino e se dão para o próximo sem jamais esperarem qualquer galardão. Eles são o remanescente de Deus, fazem parte da grande nuvem de testemunhas que honram a fé; o mundo não é digno deles.

3. Finalmente, hoje me desiludi de uma vez por todas com o futuro do Brasil. Sou filho de um país fajuto; tenho vergonha de minha pátria. Este hospital público estava lotado de macas que entupiam os corredores. Nelas vi meus patrícios doentes, estropiados em acidentes, vítimas de crimes; minha gente, que padecia com doenças agudas. As macas eram enferrujadas, a maioria não tinha um mísero colchão fino. Meus compatriotas esperavam atendimento deitados no ferro sujo. Nino, então, me pediu ajuda para fazer uma campanha e comprar 60 colchões para a enfermaria. Perguntei-lhe quanto custava cada colchão. Displicentemente, respondeu-me: "Sessenta reais". – menos de trinta dólares, senhores deputados. Comentei que no ano passado nossa igreja contribuiu com cerca de 300 cobertores para aquecer os pacientes das enfermarias daquele mesmo hospital. O capelão reagiu prontamente: - “Sim, agradeça a igreja Betesda pelos cobertores, eles são de grande valia até no verão”. Sem entender o que ele queria dizer, perguntei: - Como? Cobertor no verão? De grande valia? O capelão me levou até um leito, puxou a ponta do lençol e constatei que muitos cobertores são dobrados para servirem de colchão. Fiquei indignado. Contive o ímpeto de falar uma palavra de baixo calão. Sem querer, Nino fez transbordar minha revolta: “No ano passado as verbas do hospital foram cortadas pelo governo do PT para subsidiar o programa do Bolsa Família, considerado o único programa que podia garantir a reeleição do Lula". Aí, não teve jeito, o nome feio saiu forte e sem culpa.

Não acredito mais que o modelo dessa igreja "evangélica" que se espalhou em minha terra e se tornou hegemônico consiga cumprir, minimamente, a agenda do Reino de Deus.
Estou totalmente desencantado com o Brasil; com sua democracia; com seus partidos políticos; com seu judiciário; com seu poder legislativo; com suas polícias militar, civil e federal. O Brasil não tem mais jeito e, daqui para frente, despencará velozmente no abismo da violência, da miséria e do sofrimento.

O que vou fazer da minha vida? Continuarei visitando hospitais; incentivarei os “pastores Ninos” da vida; ensinarei os meus discípulos a viverem com integridade em seus círculos de influência e amizade; pregarei o que minha consciência me ensina sobre o Evangelho; tentarei viver com alegria ao redor de quem amo; e procurarei amenizar o sofrimento dos poucos que eu conseguir.

Isso foi o que restou de mim hoje.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
Pastor da Igreja Assembleia de Deus Betesda
Texto retirado do site: www.ricardogondim.com.br

10 abril 2007

Onde está a sua Esperança?

A Ressurreição de Cristo é um anúncio estrondoso de que há esperança para o nosso futuro. Somos todos os dias aterrorizados pelo medo. Medo de que o aquecimento global da terra consuma com a vida. Medo de que falte água potável daqui a alguns anos. Medo dos países que continuam investindo cifras inimagináveis em armamento nuclear. Medo da guerra do tráfico. Medo de que sejamos assaltados na próxima esquina. Medo de doenças que ainda não existem, mas não se iluda, serão descobertas. Medo do futuro...

Diante de todos os medos e angústias existenciais, devemos nos questionar: Onde está nossa Esperança?

Os dois discípulos a caminho de Emaús tinham certas esperanças: "Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam" (Lc. 24:21). Tinham certas esperanças, mas não tinham a Esperança certa. Tinham esperanças meramente terrenas. Ansiavam por uma redenção política. Nada muito diferente da pergunta daqueles que estavam reunidos quando da ascensão de Cristo: "Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?" (Atos 1:6).

A Ressurreição de Cristo redireciona nossa Esperança. E embora não devamos nos alienar do tempo presente, não podemos colocar nele nossa esperança. Embora não devamos nos acomodar frente às catástrofes e tragédias pré-anunciadas, antes sermos agentes de mudança, não podemos também nos iludir com melhoras sistemáticas no futuro de uma humanidade depravada, decaída e em franco processo de apodrecimento.

Portanto, nossa esperança não é posta naquilo que é perecível, efêmero e transitório. Nossa esperança é eterna e incorruptível. A morte e ressurreição de Cristo é a representação de nossa nova vida. Fomos sepultados no batismo e ressurgimos pela fé no poder de Deus que ressuscitou a Cristo (Cl. 2:12). "Portanto, se fostes ressucitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra..." (Cl. 3:1-2) Onde está a sua Esperança?"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (1 Co. 15:19)

Jean Douglas Gonçalves, pastor da 1a. IPI do Distrito Federal
ipidf.org.br