26 outubro 2007

DÁ-NOS IR À SUA PRESENÇA A CADA DIA SENHOR!

“...o pão nosso de cada dia nos dá hoje;”
Mateus 6.11

Oração é um tema da vida cristã no qual tenho refletido muito ultimamente. De forma específica, tenho pensando a respeito da oração que Jesus ensinou aos Seus discípulos, a qual conhecemos como sendo a “Oração Dominical” – apesar de entender pelo relato bíblico que não se deva orar a mesma somente aos domingos. E ao meditar sobre esta oração me pego pensando especificamente no verso que diz: “... o pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Nele fui levado a várias passagens bíblicas, como a do maná dado no deserto e que não se podia guardar para depois – o povo deveria aguardar por Deus no outro dia –, como também em versos como os dos Salmos 84.7 e 42.2. Bem, gostaria de compartilhar algumas considerações que meu coração trouxe a mim a partir do texto de Mateus. São reflexões simples, e que exponho a seguir, entendendo que ao pedirmos o “pão de cada dia” estamos:

a) Reconhecendo nossa dependência de Deus: isto é reconhecer que toda a provisão do dia começa e termina nEle. O pão que nos fortalece pela manha não vem de nós. Não resulta tão somente em um esforço isolado de mãos calejadas. É parte integrante do Dom da vida dada por Deus. Orar “dá-nos o pão nosso de cada dia” é fazer referencia a uma existência a qual, sem Deus, não resistiria aos desafios que se apresentam já pela manhã, e se estendem por todo dia. É declarar que nossa existência neste dia depende da ação de Deus em favor de nós já no pão colocado sobre a mesa junto ao café e o leite, a qual se estende sobre a benção do ir ao trabalho, do almoçar, da volta pra casa, do jantar em família, e do sono tranqüilo até o ciclo do novo dia, no qual, pela manhã, novamente vamos diante dEle receber de Sua mãos a provisão pra continuidade da vida.

b) É reconhecer, portanto, que a vida e tudo o que temos advêm dEle: é dizer: “sabei que o Senhor é Deus: foi ele quem nos fez e dele somos; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio.” (Salmo 100.2). Nós seres humanos somos os únicos seres criados cuja existência não está plena em nós mesmos. Não sou ser humano em mim mesmo, mas minha existência aponta para além de mim. Isto porque Ele colocou a Sua Imagem e Semelhança em nós. Portanto, só podemos existir enquanto imagem e semelhança de Deus. Assim sendo, orar “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” é reconhecer que o salário do pecado é a morte, mas, o da vida eterna (a qual já se vive no hoje, e se viverá no amanhã, é o Dom gratuito de Deus (Romanos 3.3). É ser livre da auto-suficiência que nos escraviza e nos impossibilita viver a vida em Sua plenitude. É orar reconhecendo o Senhor em todos os nossos caminhos (Provérbios 3.6), dizendo: “durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.” (Salmo 42.8). Desta forma, não há como fugir do fato de que tudo em nossa vida vem dEle. Reconhecer isto a cada manhã, faz parte da oração que pede: dá-me mais do Pão da Vida neste dia, Senhor (João 10.10).

c) É também a única forma de nos vermos dia a dia diante de Sua face, a cada manhã: mais que uma declaração de dependência, orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” é ir diante dEle, do Rei, e estar com Ele arrazoando a respeito de nossas expectativas diárias, e fazer a entrega das mesmas diante dEle, na certeza de que isto nos trará Sua paz que excede todo entender (Filipenses 4. 6-8). Às vezes, vive-se na dependência de alguém sem sequer conhecer sua face. Um empregado de uma fazenda em Goiás pode ter todo o sustento de sua vida no pagamento feito por seu patrão na Itália, sem sequer ter estado com ele durante toda uma vida. Hoje em dia há filhos que estudam, comem, vestem, andam de carro, sem sequer falar com seus pais durante o dia, talvez semanas ou meses. Dizem que são os desencontros da agenda. Quantos cristãos não vivem assim, acordando, comendo, trabalhando, descansando no turno da noite, afirmando que tudo vem de Deus, mas não têm um minuto do dia diante da face do seu Deus? A oração do Pai nosso nos livra disto, e nos faz todos os dias aparecer, como diz o Salmos 84.7, ante a face do Senhor: “Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.”. Pois, cada vez mais ao orarmos pela manhã pedindo “o pão nosso de cada dia”, mais somos tomados pelo desejo de estar diante do Rei. Passamos dos que antes não tinham tempo para ali estar, aos que agora dizem como o salmista “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Salmo 42.2).

Graças a Deus porque por Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, temos acesso livre, contínuo, eterno para a Sua presença Santa (Hebreus 10.19ss).

Aprendamos a orar a oração que o Senhor nos ensinou. Ela nos faz andar no caminho da comunhão, da intimidade, da dependência, do reconhecimento, do testemunho que glorifica, do não esquecimento de quem é o nosso Deus, e de que tudo que somos e temos vem dEle.

Assim seja Senhor a nossa vida! Um dispor diário para estar contigo pelo que Tú és Senhor, celebrando o que fazes por nós, em Cristo Jesus, Teu Filho no qual tem prazer, e em quem todos somos feituras Sua cada dia mais pelo Teu Espírito, amém.

Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã as tuas misericórdias, e, durante as noites, a tua fidelidade...”. Salmo 92.1-2.

Cleber Batista Gouveia.
Pastor Auxilidar da 1ª. IPI do Distrito Federal,
e colaborador do site: www.falaremdeus.blogspot.com

28 setembro 2007

Se você sabe, por que não tem os pés formosos?

Em um dia de sol quente do mês de setembro deste ano, estive vendo uma pregação do pastor Ariovaldo Ramos a respeito dos pés formosos de quem anuncia as boas novas (Isaías 57.12 e Romanos 10.15). Nele, Ariovaldo nos faz refletir a respeito da expressão “pés formosos”, e do “por quê?” o texto bíblico fazer referência a respeito dos pés, e não as mãos? Ariovaldo diz mais ou menos assim: “os pés formosos assim o são, pois quando estão em movimento, expressam um coração que já se dispôs a anunciar as boas novas, as boas noticias de Deus para a humanidade decaída, alvo de Seu amor e de Sua Graça em Cristo Jesus”.

Ariovaldo falou ainda, nesta série de palavras sobre missão, a respeito de sabermos o mistério do Senhor revelado em Cristo Jesus. O mistério da reconciliação pelo Seu Corpo e pelo Seu sangue, e clamou em alta voz para que a Igreja fale deste mistério.

Quinta-feira, dia 20 deste mesmo mês de setembro, estava lendo as recomendações de Paulo ao seu filho na fé, o jovem pastor Timóteo: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,2 - 6 o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo; 2 - 7 para o que (digo a verdade, não minto) eu fui constituído pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade. (I Timóteo 2. 5-7)

Refletindo no que o Pr. Ariovaldo Ramos disse em seu sermão, e no que Paulo diz em sua carta, creio ser hoje o tempo oportuno e urgente para o anúncio deste mistério de Deus revelado em Cristo Jesus: de que Ele morreu pelo pecado de todos os homens, pois o desejo do Pai é que todos sejam salvos (versículo 6n). E creio também que a mensagem não deva ser pregada somente pelos jovens pastores como Timóteo, ou pelos antigos como Paulo, mas por todos os crentes, sacerdotes reais, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, chamado das trevas para proclamar as virtudes daquEle que os libertou (1a Pedro 2.9-10).

Desta forma, recorrendo ao clamor de Ariovaldo Ramos, gostaria de dizer como ele: “você sabe”, “você sabe”, pois o mistério da reconciliação de Deus foi revelado a você, pois Ele está em você; Cristo está em você!(Efésios 1.9; Colossenses 1.26-27). E, se o Espírito Santo tem sido Consolador em sua vida, com certeza não somente tem ensinado a respeito da salvação, como ainda tem manifesto a presença do Cristo de Deus, ressurreto, poderoso, e, uma vez manifestas as virtudes dEle em você (I Pedro 2.9), em nós, não se pode negar o chamado, não se pode negar o proclamar estas mesmas virtudes ao ser humano decaído, carente da gloria de Deus (Romanos 3.23).

Por isto, de forma bem simples e sucinta, quero dizer: “você, eu, temos a mente de Cristo (I Coríntios 2. 16) . Você, eu, somos chamados a fazer as mesmas obras e obras maiores (João 14.12). Assim sendo, anunciar as boas novas será sempre algo inerente a nossa jornada Cristã, inerente a nossa vida cristã normal que eu, e você, recebemos do Pai em Cristo Jesus, o Pão da Vida”.

Cleber Batista Gouveia. Pastor Auxiliar na 1a. IPI do Distrito Federal e Cooperador no blog www.falaremdeus.blogspot.com

12 agosto 2007

Aprendendo a ser pais com nosso Pai....

Gênesis 1 - 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa IMAGEM, conforme a nossa semelhança [...]
Gênesis
5 - 3 Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua IMAGEM, e pôs-lhe o nome de Sete.

Hoje, nós brasileiros comemoramos uma data muito importante: o dia dos pais. Dia em que se comemora a existência de pessoas do sexo masculino, cuja missão recebida de Deus, juntamente com a mulher de sua mocidade, é a de prover aos seus filhos e às suas filhas condições para que possam viver melhor a vida, como também aprenderem administrá-la.

Considero esta uma Tarefa complexa, por isto difícil, cujos desafios se mostram cada dia maiores, diversos, dinâmicos. Junte-se a estes o fato de nossa geração ter como principal característica o questionar as autoridades constituídas, o que piora ainda mais a administração de tão grande responsabilidade.

Mas, os pais, apesar de todas as lutas e desafios, continuam a cuidar de seus filhos, e a amá-los mesmo quando são rejeitados. Por que isto? Penso que a resposta está na criação.
Gênesis
1 - 27 Criou, pois, Deus o homem à sua IMAGEM; à IMAGEM de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Vejo que o pai, como imagem e semelhança de Deus, o Pai, refletem algo que lhes fora comunicado pelo Senhor: o amor incondicional! Quando olhamos para a Bíblia não podemos negar isto. Em textos como a Parábola do filho prodigo, ou em textos com Jeremias 31, vemos um Deus que se revela como tal. É provedor, garladoador, perdoador, restaurador, que conduz, dá terras por herança, orienta, salva, luta pelos seus filhos, e os abençoa com Sua presença e poder.

No novo testamento, vemos a imagem de Deus como Pai ainda mais forte na pessoa do Senhor Jesus. Quando o Deus Filho se faz homem, logo assume sua condição de Filho:

Mateus 7 - 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de MEU PAI, que está nos céus.
Mateus
10 - 32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de MEU PAI, que está nos céus.
Mateus
11 - 27 Todas as coisas me foram entregues por MEU PAI; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Mateus
12 - 50 Pois qualquer que fizer a vontade de MEU PAI que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
Mateus
18 - 19 Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por MEU PAI, que está nos céus.
Mateus
18 - 35 Assim vos fará MEU PAI celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.
Mateus
26 - 39 E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: MEU PAI, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.

Todos estes textos são palavras do próprio Senhor. Neles, Ele não deixa dúvidas quanto a paternidade de Deus. Meu Pai, é a expressão que mais se repete. E quando o Senhor faz a vontade do Pai aos homens, Ele revela o caráter do Pai. Quando o Senhor Jesus em todos os evangelhos cura, quando liberta, quando multiplica pães e peixes, quando transforma água em vinho, quando perdoa uma mulher adultera, quando come com pecadores, Ele está revelando o Pai.

Em Jesus Cristo, por mais que alguns tentem negar, vemos Deus revelando seu propósito eterno de se relacionar conosco como Pai. E isto está implícito no ato da criação. Voltando ao livro de Genesis, vejo que homem e mulher Deus nos criou, dando-nos em Sua imagem e Semelhança a capacidade de gerar vida,e povoar a terra. Este ato revela a capacidade do homem de ser pai. De onde herdou? Assim como a capacidade de gerar, a de criar como pai com amor e dedicação, veio de Deus, o nosso Pai.

Olhando para o Senhor Jesus, vejo que Ele sempre fez questão de lembrar aos de seu tempo que sua vida e ministério não advinham de si mesmo. Que suas ações de amor em prol de cada pessoa que curou, libertou e levou as boas novas, eram ações que refletiam o amor do que o havia enviado. Ele mesmo disse a Felipe: João 14 - 9 Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

E como podemos hoje nos apercebermos de como é o Pai? Penso que, assim como Ele revelou a nós Seu desejo de que O reconheçamos como Pai em Seu filho, precisaremos olhar novamente para o Filho, pois, quem o vê, “...vê o Pai.”. Assim sendo, devemos olhar para as palavras de Jesus, pois nos ensinarão a respeito de Si, e do Pai.

Creio, portanto, precisarmos entender nesta noite que, se desejamos conhecer verdadeiramente o Pai, precisamos conhecer o Filho. Que se desejamos viver como filhos de Deus, o Pai, precisamos observar como o Filho viveu, e seguirmos Seus passos. Pois, ninguém vai ao Pai, se não for por Jesus Cristo (João 14.9).

Portanto, se há uma palavra que gostaria que fosse compreendida nesta noite é: pais, se quiserem ser pais, segundo o coração de Deus Pai que está nos céus, aprendam com o Seu Filho, pelo qual fomos feitos filhos por adoção (João 1.14 e Romanos 8), pois Ele nunca fez a sua própria vontade, mas esteve entre nós para “fazer a vontade do Pai”, e revelar como Ele é.

Mas também tenho uma palavra aos filhos. Filhos, assim como o Senhor Jesus em todos os dias de sua vida procurou fazer a vontade de Seu Pai, do nosso Pai, olhem para seus pais com respeito, pois Eles, ao obedecerem ao Senhor Jesus, e viverem de acordo com Sua Palavra, refletem quem o Pai que está nos céus é. Olhem para o Senhor Jesus, e sigam seu exemplo como filho, pois Ele mesmo testifica a Seu respeito na sua relação com Deus Pai João 12 - 49 Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. 12 - 50 E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me ordenou. Olhem para Ele, e aprendam a amar e respeitar seus pais, pois este é o primeiro “mandamento com promessa”. E todos os dias de sua vida serão prósperos, bem sucedidos, e longínquos.

Hoje é noite de celebração pelo dia dos Pais. Rogamos todas as bênçãos de Deus sobre eles. Pelos pais de nossa igreja, deste bairro, desta cidade, deste estado, deste país, do mundo. Pois sei que quando os pais estão aos pés do Senhor, os lares são fortalecidos. Que o Pai de toda eternidade, o príncipe da paz, o Pai de toda consolação, o nosso Deus de Luz e amor, seja, como Pai que é, abençoador e pastor de vossos corações.

Assim sendo, penso que esta é a melhor forma de comemorarmos os dias dos pais. Lembrando-nos e celebrando aquele que é o Pai de todos nós.

No amor daquele, cujo Pai nos adota em Si,

Cleber Batista Gouveia,pr.

02 agosto 2007

Olhar para além dos montes...

SALMO 121
121 - 1 Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? 121 - 2 O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. 121 - 3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará. 121 - 4 Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel. 121 - 5 O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita. 121 - 6 De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite. 121 - 7 O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida. 121 - 8 O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.



Nós vivemos dias em que as palavras do Salmista se encaixam muito bem. São tempos em que nossa entrada, principalmente se for num avião, nos dá medo. Tememos pela saída, de como, e se esta acontecerá. Mas é certo que também há medo quando um professor em nossos dias entra numa escola na periferia. "Será que serei novamente agredido?, ou agredida?". Mas, assim como valem as preocupações, e a sensação de que a peregrinação esta por ser interrompida com o ataque dos ladrões que descem dos montes, é certa a possibilidade do socorro divino. De onde nos virá o socorro?. Daquele que fez os céus e a terra (v.2).

O salmista parece ser um morador da cidade grande, ou mesmo de uma pequena cidade tomada pela violência urbana. Pode ser também um morador do campo indefeso, sendo atacado por ladrões. Poderia ser ele também uma pessoa bem guardada pelos seus seguranças, ou que more numa cidade tranquila, mas cujo coração é atacado constantemente pela culpa, pela solidão, pelo medo, pela angústia, pela depressão, pela falta de amor, compreensão, pelo pecado, pelo inimigo de nossas vidas; Para todos, porém, há socorro em Deus no tempo oportuno.

O salmista demonstra ter encontrado a trilha para o abrigo de sua vida, em tempos de aflição. Seus olhos, ao perceberem o perigo, vão diretamente para além da situação e dos que vêm contra ele. Eles se elevam para o alto, não em busca do socorro, mas já visualizando aquele que o traz. Parece-me que não há dúvida se Deus o ajudará ou não. O vejo mais afirmando aos seus inimigos: "Acham que estou só, indefeso? Esperem! O Senhor já vem, e com Ele é certo o meu livramento por Suas poderosas mãos!".

Olhando para o texto, e para a ação do salmista, compreendo que a segurança dos seus pés estão na caminhada de fé diária pela trilha do relacionamento com Deus, ao ponto de, no momento em que é surpreendido, ter a calma e a paz para fazer uma afirmação de que seus inimigos vêm contra ele com lanças e paus, mas ele os enfrentará com a força do Senhor, pois têm a sua amizade e aliança.

Em sua boca há a mesma confissão de fé: "se Deus é por nós, quem será contra nós?". Uma afirmação construída no dia-a-dia, exercida nos dias maus, reafirmada após a vitória, pois na batalha esteve com ele o Senhor. Por isto, o autor da carta aos Hebreus diz que seus olhos estão constantemente firmes no autor e consumador de sua fé, Jesus Cristo, no qual pode enfrentar suas lutas (Hebreus 12.2).

Acredito que nossos dias são tempos onde a maldade se multiplica no coração do ser humano, talvez de uma forma como minha geração não tenha visto. Ou talvez só agora estejamos despertando do sono, e descobrindo que a multiplicação do mal não seja algo tão recente. Descobrindo que temos uma inclinação para ações destrutivas desde Caim e Abel, e de que não há acepção de pessoas entre as vítimas, sejam estas crentes ou não.
Contudo, entendo que precisamos continuar com os olhos firmes, e a confiança renovada de que o guarda de Israel não cochila e nem dorme, e por isto não permitira que nosso pés vacilem nos dias maus. De que Ele não está desatento para com nossas vidas, e deste modo, continuará provendo socorro no tempo oportuno, fazendo-nos cantar: "O meu socorro vem de Deus, criador dos céus e da terra...".


No amor deste, que é nosso refúgio e baluarte,


Cleber Batista Gouveia, pr.
Pastor Auxiliar da Primeira Igreja Presbiteriana Independente em Taguatinga, DF
Capelão do Colégio Cedecap.

28 junho 2007

Vencendo as tentações...

Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno. Hebreus 4.14-16

O Senhor sustém a todos os que estão a CAIR, e levanta a todos os que estão abatidos.
Salmo 145.14


Não importa a nossa maturidade espiritual, nunca escaparemos do alcance da tentação. Ser tentando não é um sinal de carnalidade, mas uma evidência de nosso caráter humano. Neste planeta cheio de pecado, a tentação é um fato de vida!
Trecho do Livro “Os 7 Estágios da Tentação" de Richard Exley



As tentações são reais. Por elas os seres humanos são levados a realizar todos os tipos de pecados, desde os mais simples, como roubar uma tesoura que se pode pagar, colar na prova, mentir que dormiu na casa do amigo, até as mais complexas como matar, roubar e adulterar. A tentação tem várias origens, pois vários são nossos desejos, e deles pode surgir a tentação, seja de um desejo não suprido, ou mal administrado. O que desejo abordar aqui, porém, é o fato de a tentação, e o seu enfrentamento, nos mostrar algumas realidades, dentre elas duas verdades e duas mentiras. Começo pelas mentiras:

A primeira mentira é: não sou pessoa sujeita a tentação: esta é a primeira grande mentira. Por ela somos levados a imaginar a nós mesmos como sendo pessoas intocáveis por pecados praticados por outras pessoas, quanto mais ser tentados por tal coisa. Mas é também a mentira que nos leva a culpar os outros pelas nossas fraquezas e consequentes quedas. Adão e Eva no paraíso fizeram isto. Sucumbiram a tentação e quando Deus os confrontou, disse Adão: “foste a mulher que me deste...”, e disse Eva: “a serpente, foi ela...” (Gênesis 3. 2 -3). Muitos vivem assim, e não conseguem, desta forma, se verem livres do realizar com prazer as insinuações da tentação.

Conheço o caso de um jovem amigo que, após ser livre das drogas, um dia afirmou aos amigos que não sofreria os efeitos se fumasse novamente. Achou-se imune, pois confiava que seu corpo seria “revestido de tal forma, que a droga não agiria”. Fumou, e esta pior que antes, usando a palavra como desculpa para o seu vício. Eis o grande poder desta mentira.

A segunda é: ver a mentira como se fosse uma grande verdade, e a verdade como se não fosse tão verdadeira assim: ao sermos tentados surge uma grande mentira em forma de afirmação: “é certo que, se comeres, sereis conhecedor do bem e do mal, sereis iguais a Deus”; “é certo que, se fizeres bem feito, nunca o pegarão, e ficarás milionário, sem necessidade de mais nada”; “é certo que, se matares, livre serás deste incomodo”; “é certo que, se adulterar, e fizer bem escondido, com cumplicidade dela, ou dele, seu esposo ou esposa, não saberá”, e outra grande mentira em forma de pergunta: “és certo que morrerás?”; “será mesmo que lhe pegarão?”; “será mesmo estou feliz neste relacionamento?”; “será que ser honesto compensa?”.

São mentiras que vêm ao nosso pensamento, e nos levam a desejar outra realidade, sempre pior, como se fosse melhor do que a verdade, e a justiça. Em outras palavras, nos ilude, e, quando sucumbimos a suas doces palavras, nos faz mentir para nós mesmos; mentira esta a qual gozaremos com prazer se não formos desmascarados por Deus, como Davi o foi por Natan (II Samuel 12).

Estas são as duas grandes mentiras as quais estamos sujeitos a vivenciar quando tentados, sendo que destas surge, ao aceitarmos as indicações da tentação, uma terceira: “não há mais esperança em Deus para você! Você é fraco, e Deus não aceita fracos!”. Contudo, quero rebater as três a partir do texto de Hebreus, apresentando duas grandes e vitoriosas verdades de Deus a respeito da nossa luta diária contra a tentação:


Primeira Grande verdade é: somos sujeitos a todos os tipos de tentações: não importa o quanto você seja experimentado na vida cristã e no manejo da Palavra. Não importam suas experiências com Deus, não importam os grandes feitos, você é sujeito à tentação, eu o sou. Vejamos o que diz Tiago em relação a isto, no primeiro capítulo de sua carta:

v.13 Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. v.14 Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; v.15 então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

Paulo também nos dá grande testemunho desta verdade. Apóstolo levantado pelo próprio Senhor, e sendo homem que experimentou grande poder em sua vida, que suportou açoites, naufrágios, prisões, expulsou demônios, curou enfermos com a própria roupa e através de objetos pessoais dos mesmos, confessou ser totalmente sujeito à tentação e ao fracasso diante desta:

“7.15 Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço [...] 7.18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.
7.19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico [...] 7.24 Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Romanos 7. 15, 18, 19 e 24.

Ou seja, não importa o quanto experiente você é. O quanto você ora, jejua, estuda a Palavra, és sujeito à tentação. O texto de Hebreu quanto a isto é bem claro ao afirmar que Cristo, o Senhor, o Deus que se fez carne, “... como nós, em tudo foi tentado.” (v. 15 b). Ele também esteve sujeito à possibilidade do pecado. Ele, entretanto, não pecou; não é o nosso caso. Aproveito esta afirmação do autor de Hebreus para deixar claro algo nesta verdade que aprendi nestes dias lendo Os sete estágios da tentação, de Richard Exley: a tentação não é pecado. Cristo fora tentado sem, porém, pecar. Mas o fora. A tentação, portanto, não é o pecado em si, mas pode-se tornar quando a ela sucumbimos.

Por isto, podemos não ser capazes de praticar certos tipos de pecados, ou por não sujeitarmos a tentação, ou por não termos a ocasião e o lugar oportunos. Entretanto, não podemos negligenciar a realidade de que estamos sujeitos às tentações, pois seria esta a grande oportunidade da carne, de satanás, e a nossa grande ruína.
Saiba: temos fraqueza! Não é horrível admitirmos isto, principalmente, quando o fazemos diante do Senhor Jesus Cristo, pois isto nos fará alcançar ajuda no tempo oportuno (Hebreus 4.16).

A Segunda Grande verdade, portanto, é: temos ajuda no tempo oportuno: O autor de Hebreus é magnífico em seu ensino. Somos sujeitos à tentação, sujeitos a sucumbir a esta devido as nossas fraquezas, mas, Cristo Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, sabe o que passamos, e está pronto a nos ajudar! Ele não nos acusa, mas nos justifica. Ele não nos deixa sozinhos, mas nos assiste. Por isto, acheguemo-nos a Ele, e sejamos assistidos.

Paulo também deu esta mesma orientação aos cristãos, objetivando levá-los à consciência desta realidade, e a viverem a vitória que há em Cristo Jesus, ao afirmar:

...Não vos sobreveio nenhuma TENTAÇÃO, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a TENTAÇÃO dará também o meio de saída, para que a possais suportar.” I Coríntios 10.13

Pedro, outra coluna da Igreja, reafirma esta verdade:

...também sabe o Senhor livrar da TENTAÇÃO os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados... I Pedro 2.9.

O que vemos nas palavras do autor de Hebreus, de Paulo e de Pedro? Vemos o Senhor falar conosco que sabe que não somos como Cristo, pelo contrário, totalmente sujeitos a aceitar a sedução da tentação. Que somos também totalmente sujeitos a aceitar a grande mentira de que Ele nos deixará sozinhos, à mercê do poder da carne, do diabo, e de suas artimanhas, e, por isto, usa seus servos a fim de nos fazer levantar os olhos para os montes, e ver que o nosso socorro é vindo sem falta da parte dele dos céus (Salmo 121).

O que devemos fazer então? O próprio autor de Hebreus é claro a respeito disto. Tendo um sacerdote que sabe o que é ser tentado, e por isto se compadece de nós em nossas fraquezas e nos ajuda, ele nos afirmar que precisamos ter duas atitudes diante da tentação:

Primeira: “...não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da TENTAÇÃO no deserto...” Hebreus 3.8

Segunda: "Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno." Hebreus 4.16

Desta forma, concluo fazendo o mesmo convite e a mesma orientação que o Senhor nos dá, a mim e a você, nos Evangelhos. O convite é a pratica da oração “...perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em TENTAÇÃO, (mas livra-nos do mal.)” o qual ele nos faz em Mateus 26.41, e a orientação é a que esta em Marcos 14.31 “Vigiai e orai, para que não entreis em TENTAÇÃO; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

Creio que, se assim o fizermos, teremos ajuda no tempo oportuno, e se cairmos, a coragem de perseverar na certeza de que o cair é do homem, e o levantar de Deus. Contudo, o que está em pé, cuide para que não caia (I Coríntios 10.12), pois a ajuda do Senhor para isto nós temos.


Cleber Batista Gouveia, pr.
Pastor Auxiliar da 1a. Igreja Presbiteriana Independente do Distrito Federal.

26 junho 2007

A respeito da Homossexualidade... A Missão da Igreja...


A missão da igreja frente à homossexualidade


Nossa missão é não esconder nem omitir nem torcer as Escrituras que condenam efetivamente a prática homossexual.

Nossa missão é fazer clara distinção entre a tendência homossexual e prática homossexual, tal qual fazemos ente a propensão ao adultério e o adultério em si.

Nossa missão é oferecer enérgica resistência aos radicais que pretendem fazer descer fogo dos céus para consumir os homossexuais.

Nossa missão é mostrar que ninguém tem autoridade moral suficiente para discriminar os homossexuais, porque todos somos igualmente pecadores.

Nossa missão é desmentir a chamada hierarquia de pecados, segundo a qual a prática homossexual é a mais abominável conduta humana. Paulo coloca a homossexualidade (passiva e ativa) no mesmo patamar do adultério, da idolatria, da apropriação indébita, da avareza, do alcoolismo, da calunia e da trapaça (1 Co 6.9,10).

Nossa missão é dar e alimentar a esperança de uma nova vida em Cristo: “Se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas” (2Co 5.17, NVI). Graças a essa experiência de natureza espiritual, provocada pela admissão da culpa, pelo arrependimento e pela fé nos méritos salvadores de Jesus Cristo, o efeminado, o sodomita, o adúltero, o alcoólatra e o trapaceiro podem ser chamados de ex-efeminado, ex-sodomita, ex-adúltero, ex-alcoólatra e ex-trapaceiro, como aconteceu em Corinto, na Grécia.

Nossa missão é anunciar o evangelho da graça de Deus, que inclui a salvação toda: toda culpa do pecado (justificação), do poder do pecado (santificação) e da presença do pecado (glorificação).

Nossa missão é afirmar à sociedade que o ser humano, homossexual ou não, é mais do que sua sexualidade, e, portanto, cabe chamar todos à redenção integral anunciada por Jesus, incluindo aí a conversão da sexualidade.


Fonte: Revista Ultimato, ano XXXVI, nº 284

retirado do site: http://www.conscienciacrista.org.br/novo/geral/novo-artigosdacapa.php?subaction=showfull&id=1182265771&archive=&start_from=&ucat=11&

Site pela família....

Coloco na sessão de links, o site a VINACC, uma associação cristã, a qual tem um posicionamento firmado contra este movimento que busca intimidar a Igreja quanto a seu posicionamento contra a homossexualidade... vale a pena ler o site e apoiar esta idéia.

23 junho 2007

VOCÊ JÁ LOUVOU HOJE?



“Louvai ao Senhor, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus” ( Salmo 147.1a)

O dicionário define assim o verbo Louvar: Verbo transitivo direto. 1.Dirigir louvor(es) a; elogiar, gabar; 2.Exaltar, enaltecer, glorificar. 3. Confirmar com elogio; aprovar; aplaudir. 4.V. bendizer; 5.Calcular o valor de; avaliar. (Dicionário Aurélio)

Na Bíblia, louvar a Deus não é uma mera sugestão. Nem tampouco é um mandamento para que se cumpra um script de um ato religioso. Louvar somente quando se sente vontade, ou para se cumprir um roteiro de um culto público, é apenas uma sombra do que a Bíblia define como o Louvor verdadeiro ao Deus Verdadeiro.

Louvar a Deus é um mandamento! O louvor deve ser oferecido a Deus com alegria, com vida santa, no poder do Espírito. O louvor deve ser motivado por Deus, oferecido a Deus, de acordo com a Palavra de Deus. O trono de Deus está cercado do louvor dos serafins. O céu será para sempre o lugar da mais excelsa manifestação de louvor dos remidos. Contudo, Deus não precisa do nosso louvor! Deus não se torna melhor, maior ou mais digno, se O louvamos. De igual modo, Deus não perde sua Glória, Poder e Majestade, se não O louvamos. Em Deus “não existe variação ou sombra de mudança” (Tiago 1.17). O Senhor Todo-Poderoso não é um narciso que, carente de atenção, precisa de aplausos para ser feliz! Louvar a Deus é uma necessidade que temos, e não uma necessidade que Deus tem. O louvor a Deus traz-nos libertação, entusiasmo, restauração, cura e quebrantamento.

Quando Deus ordena que o louvemos é para o nosso bem! Se não O louvamos tornamo-nos perdidos e confusos, sem rumo e sem sentido na existência! Se não O louvamos tornamo-nos pobres, pois reduzimos a vida à aparência do que tem valor. Reduzimo-nos às coisas que recebemos e compramos, aos diplomas que conquistamos, aos títulos que os outros nos outorgam... Enfim, ficamos tão pobres que a únicas coisas que temos são estas pobres coisas que temos! Deus nos converte a Ele e louvá-LO nos mantém olhando para a direção certa, dando valor ao que realmente tem valor!

O louvor é um dos métodos terapêuticos de Deus para curar nossa natureza voltada para nós mesmos e para as obras de nossas mãos!

E você, já louvou hoje?


Rev. Ézio Martins de Lima
Pastor da IPI Central de Brasília.

Motivo de nossa celebração...

Hoje tenho que falar aos jovens da congregação onde vivo a vida pastoral. É um dia especial, de comemoração do aniversário da esposa do Presbítero Uilian, Dulcineia. Irmã amada, dedicada, jovem mãe que demonstra uma vida de entrega e amor ao Senhor Jesus. Compartilho abaixo o texto de minha meditação, em primeira mão, aos leitores do blog. Que seja sobre todos nós, o júbilo que brota da nova vida em Cristo Jesus.


Salmo 100. 1

ce.le.brar vtd (lat celebrare) 1 Realizar com solenidade. 2 Comemorar, festejar. 3 Publicar com louvor; exaltar.
jú.bi.lo sm (lat jubilu) 1 Grande alegria ou contentamento. 2 Regozijo. Antôn: tristeza. re.go.zi.jo sm (cast regocijo) Grande gozo; vivo contentamento ou prazer.

O Texto nos diz: Celebrai. Quando celebramos, celebramos sempre por algum motivo. Lembro-me do povo de Israel quando celebrava as vitórias sobre seus inimigos. Lembro-me dos discípulos de Jesus quando voltaram celebrando o fato de os demônios se sujeitarem a eles no nome do Senhor. Ele, contudo, diz: alegrai-vos não porque se submetem, mas pelo fato do nome de vocês estarem no livro da vida (Lucas 10.20).


Celebra-se sempre por um grande motivo, e, hoje, celebramos mais um ano de vida da Dulcineia. Contudo, nossa celebração ultrapassa o fato presente. Celebramos o seu aniversário, mas acima de tudo o fato de que este faz parte de uma eternidade de anos na presença de Deus. Celebramos o fato de seu nome estar no livro da vida, e, a vida que vive agora, ser uma nova vida em Cristo, livre do poder do pecado e da conseqüência deste, a morte eterna (II Coríntios 5.17).

Celebramos o fato de Dulcineia hoje comemorar mais um ano de vida, tendo ela já recebido o maior presente de sua história: a vida eterna, pois, o salário do pecado é a morte, mas o DOM (presente) de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus (Romanos 6.23).

Por isto hoje celebramos. Mas não celebramos com uma alegria comum. Celebramos com Júbilo, alegria intensa, com diz o apóstolo Pedro, alegria indizível, pelo fato de nossa esperança em Cristo Jesus a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória, (I Pedro 1.8) pois ela já estar realizada, e hoje, já vivemos a eternidade prometida. Assim celebrou com júbilo o Eunuco batizado por Filipe a vida Eterna, como nos diz a Palavra de Deus em Atos 8.39 q
uando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que JUBILOso seguia o seu caminho.

Nossos dias aqui, nossos aniversários, estão incluídos na eternidade de Deus. Já a vivenciamos, ainda que nos falte a plenitude dela, (I Corintios 13.9-12), pois a morte já não é a realidade final de nossas vidas. Desta forma, sabemos como será quando Cristo voltar. Será um dia de festa e júbilo, pois, como diz Judas em sua pequena carta, esperamos em Deus, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e JUBILOsos. Judas 1.24.

Celebremos, portanto, com júbilo ao Senhor pela vida da Dulcineia. Celebremos com júbilo ao Senhor pela sua vida em Cristo, da qual compartilhamos, que o Espírito traz à vida de Dulcineia, pois, com toda razão, neste dia de comemoração de mais um aniversário, ela pode testemunhar que não mais eu vivo, p
ois eu pela lei morri para a lei, a fim de VIVEr para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo VIVE em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (Gálatas 2.19-20). Celebremos com júbilo ao Senhor!


Cleber B. Gouveia, pr.
Pastor auxiliar da 1a. Igreja Presbiteriana Independente do Distrito Federal.

13 junho 2007

Fazer o bem sem saber a quem, onde e quando...

"...É lícito curar nos sábados?".
Mateus 12.10b


Em Mateus 12, dos versos 9 a 14, vemos o Senhor Jesus realizar a cura de um homem de mãos ressequidas. É um momento glorioso, onde podemos ver a compaixão de Deus pelo ser humano decaído, e a clara evidência de que Ele, o Criador de toda perfeição, desejar restaurar todas as coisas ao estado natural, destruindo assim o poder corruptor do pecado.

Entendo ainda que a cura é um confronto a falta de amor encontrada nas relações dos seres humanos, uma vez que os fariseus ficaram calados diante da pergunta do Senhor se era lícito curar no sábado. Eles não se importavam com o doente, mas apenas com seus "umbigos", suas convicções, e com o domínio que impunham através do medo, nunca pelo amor.

A cura é, portanto, fruto do amor de Deus pela obra de Suas mãos, levando aos cativos, como dito em Lucas 4, a libertação do cativeiro do pecado e suas conseqüências diretas no nosso corpo, no caso, a enfermidade. Além disto, a cura é pedagógica para nós cristãos. Ao realizá-la, o Senhor Jesus Cristo nos ensina, como o fez aos fariseus, que sempre será lícito fazer o bem, não importando a quem, onde e quando.

Nunca preceitos humanos estarão acima do fazer o bem. Desta forma, aprende-se com o Senhor que, para se fazer o bem ao próximo, não há tempo certo e tempo inadequado. Haverá sempre tempo para o fazer, e este o é urgente. Podemos afirmar, assim, que a cura da mão ressequida deste homem significa que o bem deve ser feito sempre que necessário, e, como o mau se multiplica, o necessário será todo o tempo. Logo, "... é lícito, nos sábados, fazer o bem". Mateus 12.5.

O que tem sido o "sábado" em seu coração? O que o (a) tem impedido(a) de fazer o bem? Pois, como diz Tiago, na nossa omissão, ou incompreensão da vontade de Deus em Cristo Jesus - de se fazer o bem a quem de nós necessite - não somente é prejudicada a pessoa a qual seria beneficiada com nossa práxis cristã, mas nós mesmos, pois, aquele "... que sabe fazer o bem, e não o faz, comete pecado". Tg 4.17.

"Senhor, ensina-nos, a fazer o bem em todo o tempo, em nome daquele que viveu, morreu, e vive para o nosso bem, amém!".

Cleber Batista Gouveia
Pastor Auxiliar da 1a. IPI do Distrito Federal
E Capelão do Colégio Cedecap, Taguatinga, DF.

06 junho 2007

O Deus dos Vales

“...pois quando sou fraco aí então sou forte, porque a tua graça me basta e o seu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza.”


No monte, tua face é reluzente, seus olhos são de fogo e seus pés como bronze – e eu já vi – nas muitas vezes que estive lá e por onde vou de vez em quando, te vejo muito lá quando me encontro te adorando, seja no meio do culto, ou no meu quarto secreto. Fecho os olhos e de repente, lá está você.
Gosto de ficar lá sentado, te observando, nessa sua relação com o Pai, quando percebo que está falando com ele em meu favor, e vejo o movimento desse diálogo, como as correntes marinhas agitam os corais, um movimento que envolve e se confunde em plena harmonia.
Quando estou lá, no meu canto, observando, às vezes me dá vontade de rir quando lembro dos apóstolos, pensando em construir tendas e ficar por ali pra sempre. Ah! Se eu pudesse queria marcar esse ponto com um GPS, fazer um monte de fotos com uma câmera digital de pelo menos uns 5 Gbytes, de vários ângulos e, como gosto de churrasco, poderia me oferecer pra fazer uma picanha na chapa...
Mas hoje eu não te vi, mais do que não vi, não te percebi, nem sequer achei o lugar, muito embora o tenha procurado e desejado encontrá-lo com todas as minhas forças.
Te conheço há tanto tempo e até hoje não sei porquê às vezes você faz isso.
Acho que você não gosta de ser previsível, ou pelo menos, quando penso que o tenho o tempo todo te procuro no lugar de sempre e não te encontro. Acho que o meu erro está aí, talvez eu tenha tentado te “situar” no meio da minha vida como um item a mais... será? Não sei...
É verdade que já caminho com você há algum tempo, e já vimos coisas juntos, você me mostrando... que nem conto pra ninguém. Será que o caminho nos corrompe? Também não sei. Talvez.
Mas hoje não te encontrei no monte e nem no caminho, e olha que eu precisava tanto falar com você. Muita coisa hoje me feriu mais do que devia, e doeu. Confesso que fiquei perdido, e até paginei várias vezes a agenda do meu celular, procurando um número pra ligar, mas na verdade, precisava era falar contigo.
Tive de novo aquela sensação de como o caminho é longo quando às vezes a gente sente que está caminhando só... você lembra? Deve lembrar. O calvário nunca deve ter sido tão longe quanto foi aquele dia.
Então resolvi parar de caminhar... quer saber? Cheguei no último fôlego. Só me restou dobrar os joelhos e fazer aquela oração de quem não diz nada, nem pede nada, que só acontece. Parece uma daquelas cenas em que dois amigos se olham e sabem exatamente o que um quer dizer ao outro, palavras não são necessárias. O mais profundo diálogo.
Olhei ao meu redor e vi o vale, nada dos horizontes, nem do ocaso multicor... só vi montanhas e abismos. Então fiz de conta que as estava mostrando pra você, pra ver se você aparecia.
Ainda um pouco e fiquei ali, até que percebi que você chegava e antes da sua chegada a sensação de água molhando minha boca.
Você sabe que eu não consigo guardar mágoas de você por causa disso. Que quando você chega eu já não me lembro das montanhas e abismos, das ondas e tempestades. O que mais me impressiona é que toda vez que isso acontece parece que sempre é a primeira vez!
Não dá pra descrever... o que você faz é lindo. Só você mesmo né...
Que bom ser seu amigo e te encontrar no vale. Sabe... pode parecer bobagem, mas te encontrar no vale é especial. Parece que você está ali só por causa de mim!!!
Ah... como eu te amo...
Mas não faz mais isso não, viu?!!!!

31 maio 2007

A respeito do Blog

Olá, bom dia a você que sempre visita nosso Blog. Acima de tudo, quero demonstrar nossa gratidão a Deus, por nos proporcionar a oportunidade de balbuciar a respeito das coisas eternas reveladas a nós, e, em segundo lugar, a vocês. Pedimos que sempre deixem seus comentários. Se sentirem que foram abençoados, tenham a liberdade de passar para outras pessoas o nosso link, assim como os textos. Eles são feitos com o objetivo de abençoar vidas. Ah, temos a sessão de estudos. O link esta no nosso site, no item "links". Há nele os estudos do Pr Nélio a respeito dos 10 mandamentos que, prometemos, serão completados neste mês.

Sem mais, abaixo deste texto está a nossa última postagem. Uma reflexão a respeito da oração. Leiam, e que o Senhor os abençõe em Seu Filho amado em quem se compraz.

Equipe Falar em Deus.

29 maio 2007

Por falar em oração...

“Estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu; e dela saiu uma VOZ que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi.”
Mateus 17.5


Gostaria de falar a respeito de oração. Primeiro que tenho lido muitos textos a respeito da oração. Textos que têm falado ao meu coração de forma profunda, intensa. Textos que me têm feito desejar o exercício desta disciplina espiritual tão poderosa, e ao mesmo tempo tão suave. Exercida no cotidiano cheio de imperfeições nos faz tocar o eterno cheio de perfeição. Disciplina que se torna prazer. Disciplina que se torna vivência.

A oração é mais que um exercício espiritual que nos faz crentes fortes. Ela é diálogo, relacionamento. Por ela podemos conversar, arrazoar com o Deus Pai e com o Deus Filho através do Deus Espírito, que intercede com gemidos inexprimíveis. Por ela, somos levados à descoberta de coisas que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram” (I Coríntios 2.19), preparadas para os que se atrevem, com ousadia, trilhar este caminho, chamado oração.

Oramos com os lábios, mas também com o coração, de forma silenciosa, onde somente o anjo que a colhe, e o Espírito Santo que a potencializa, podem conhecê-la e apresentar-la diante do Pai, o qual as tem diante de Si em memória (Atos 10. 4 e 31). Significa isto que não é em vão o trabalhar de nossos lábios, o meditar do nosso coração, o dobrar dos joelhos, o levantar de mãos, o sorrir, e as lagrimas derramadas em oração. São momentos, como diz um hino tão famoso, preciosos, onde as horas se unem com o tempo infinito da eternidade, fazendo-nos desfrutar da companhia do Pai.

Orar pressupõe, assim, comunhão. Comunhão pressupõe relacionamento, e este, por sua vez, diálogo. Oração é, desta forma, momento de se lançar ansiedades, medos, fraquezas, alegrias em súplicas com ações de graça (Filipenses 4.6-8), mas é também ouvir.

O texto lido nos mostra a vontade do Pai: que ouçamos, também em oração, a voz do Seu Filho amado em quem se compraz!

Pois é o Filho o conhecedor da vontade do Pai: João 6.40 ”Porquanto esta é a VONTADE de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.” . É o Filho aquele que com prazer a cumpri: Lucas 22.42 “...Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha VONTADE, mas a tua.” . É o Filho que verdadeiramente liberta: João 8.36 “Se, pois, o Filho vos LIBERTAR, verdadeiramente sereis livres.”. É o Filho o Bom pastor, ao qual, nós, suas ovelhas, ouvimos a voz, e a reconhecemos em obediência: João 10.16 “Tenho ainda outras ovelhas que não são deste aprisco; a essas também me importa conduzir, e elas OUVIRÃO a minha voz; e haverá um rebanho e um Pastor.”.

Orar é, desta forma, também ouvir. Mas não é um ouvir qualquer. É ouvir a voz do Senhor Jesus, do Bom pastor. Somente a Sua voz deve ser ouvida e obedecida após a compreensão de Sua vontade a qual é boa, perfeita e agradável (Romanos 12.2).

Orar é também ouvir. Ouvir a voz do Senhor através do Espírito (Apocalipse 2.7 “Quem tem ouvidos, OUÇA o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer, dar-lhe-ei a comer da árvore da vida, que está no paraíso de Deus”) que vem nos fazer lembrar de Seus ensinos (João 15.26 e 15.26), como também revelar o que está no mais íntimo do coração do Pai e do Filho, os seus pensamentos a nosso respeito, e o caminho que nos propõe (Isaías 55).

Portanto, para se orar, é preciso aprender a ouvir, pois na oração sem o ouvir não se pode falar; não se fala sem que se ouça a Cristo primeiro: "...a este ouvi...”.

Sejamos, assim, bons ouvintes, e desfrutemos plenamente do que o caminho da oração pode nos proporcionar: a intimidade do Deus que nos encontra, salva e se revela em amor e poder no seu Filho, em quem se compraz:

“Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha VOZ, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” Apocalipse 3.20

Cleber B. Gouveia. Pastor auxiliar da 1ª. IPI do DF, e colaborador do site www.falaremdeus.blogspot.com

24 abril 2007

Calarei diante do pecado da homossexualidade?

I Corintios 6.9-10 "Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os EFEMINADOS, nem os SODOMITAS, 6 - 10 nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus."
Efeminado segundo defininção do dicionário Michaellis on line do UOL: e.fe.mi.na.doadj (lat effeminatu) 1 Caracterizado por qualidades mais próprias a mulheres do que a homens. 2 Que tem modos de mulher. 3 Ex­cessivamente delicado; mole. 4 Pusilânime. 5 Vo­luptuoso.
Sodomita segundo definição do mesmo dicionário: so.do.mi.ta1s m+f (lat sodomita) Pessoa que pratica a sodomia; pederasta.
Definição de Sodomia: so.do.mi.asf (top Sodoma+ia1) Concúbito de homem com homem ou de mulher com mulher. S. imperfeita: contatos libidinosos entre pessoas do mesmo sexo, sem cópula mas com orgasmo. S. impropriamente dita: coito anal entre homem e mulher. S. perfeita: coito anal de homem com homem com ejaculação; pederastia.
Estamos em um tempo muito difícil! Tempo onde uma minoria da sociedade se coloca na direção e controle da vida da grande maioria do povo, procurando determinar seu modo de pensar, falar, agir e, agora, até mesmo de se relacionar. É a forma de se viver numa sociedade republicana democrática: "poucos", escolhidos pelos que representam o "muito", decidem o quanto recolher, como aplicar, e, agora, como viver também. É, estou repetindo a idéia. Mas, o fato é: é a verdade! E, também o é verdade que, apesar de ser uma republica, continuamos refém de poucos (antes de mais nada gostaria de dizer que não sou contra a democracia, mas penso não vivermos tal coisa).
Bom, você pode estar se perguntando: "o que tem a ver isto com o tema proposto?" É fácil minha resposta. Tem a ver que uma minoria "gay" está conseguindo colocar contra a parede uma maioria que não concorda com seu estilo de vida, com sua ideologia. Não estou referindo-me aos que abominam a vida dos "gays", e assim os agridem, os matam. Não! Estou falando a respeito daqueles que não aceitam a ideologia de que ser "gay" é natural a condição humana. Falo isto como ser humano, e também com ser humano religioso, que vive segundo os princípios bíblicos.
Ainda sobre uma "minoria que determina os rumos da vida de uma maioria", quero dizer que sinto-me incomodado, extremamente agredido com o fato de um Projeto de Lei (projeto de lei nº 5.003-b, de 2001) está a ponto de ser levada ao presidente da república para receber sua assinatura tornando-a oficial, na qual, me obrigará a ficar calado diante da pecaminosidade da prática homossexual. E estou atônito pelo fato de que quase nenhum representante político do povo de Deus (li até hoje apenas o discurso do Senador Marcelo Crivela da Universal, veja no link http://www.marcelocrivella.com.br/paginas/_det-noticia.asp?cod=159), e de que poucas ou quase nenhuma entidade e instituição cristã(tenho conhecimento apenas da posição oficial da IPB http://tempora-mores.blogspot.com/2007/04/mensagem-presbiteriana-sobre-aborto-e.html), tenha se pronunciado diante de tal fato.
É ruim ver nosso país tomar como seu valores semelhantes aos de Sodoma e Gomorra (Gn 13.13; 19.1-25). É triste ver a Igreja brasileira muitas vezes se se calando, sendo indiferente para com o destino de nossa nação, em troca de um amasiamento com o dinheiro e o poder do Estado. Vejo-a muitas vezes como Ló, sobrinho de Abrãao que morava em Sodoma. Este havia se acostumado tanto às praticas pecaminosas do povo (os chama de irmãos - Gn 19.7), que chegou ao ponto de oferecer suas filhas para serem abusadas no lugar dos anjos, sem nenhuma resistência, sem nenhum posicionamento contrário (Gn 19.8). Ou como a sua mulher, a qual amava tanto os costumes das duas cidades, que desobedeceu a Deus, e, ao olhar com o desejo de estar nelas, tornou-se uma estátua de sal, insípido e desnecessário, portanto, morta (Gn 19.26).
De igual modo nós estamos ficando calados e aceitando tal imposição do Estado na intimidade do lar, na individualidade de nós cidadãos brasileiros. Estamos aceitando que imponha este o que devemos aceitar ou não, permitindo o extermínio da consciência cristã firmada nos princípios da Palavra de Deus, e no princípio de testemunha dos valores do Reino de Deus implantado em Jesus Cristo, não somente na questão da homossexualidade, mas também nesta.
Será que iremos nos calar diante do medo da violência da mordaça do Estado?
Mas, gostaria de dizer que, como outros, não desejo me calar. Irei falar, e pagar por falar. Aprendi pela Palavra que a prática da homossexualidade é pecado. É crime contra a a vontade de Deus, portanto, contra a naturalidade do "ser humano"; é uma atitude contra a família, e portanto, não posso ficar calado. Denuncio o pecado, e, se preciso for, serei "mártir" com muitos outros.
Fico entristecido, porém, pelo fato de que esta nova ditadura de valores que não ajudará em nada a família brasileira e, assim, a sociedade constituída. Fico idignado pelo fato de que estes valores venham a ser impostos por uma minoria de políticos corrompidos, não tementes a Deus, e de que nós, o povo de Deus, tenhamos que, teoricamente, nos submeter a estes, o que não farei. Com eles não concordarei, e não darei meu aval. "Importa antes obedecer a Deus que aos homens...", já nos ensinou o Espírito pelos Apóstolos Pedro e João (Atos 5.29). Potanto, protesto agora, e protestarei enquanto for preciso.
Sei que posso ser julgado por muitos. Não temo. Antes temo ser julgado por aquele que pode me condenar e destruir minha alma (Mateus 10.28). Não negocio meus valores e princípios. Não negocio o direito de poder dizer aos meus sobrinhos que a homossexualidade não agrada ao Senhor, e é pecado que leva para morte eternar. Não aceito que meu direito de ensinar na Igreja e instruir segundo a Palavra de Deus seja tirado de mim. Não aceito que não venha a ter direito de educar meus filhos, ensinado-os que a relação entre dois do mesmo sexo não agrada ao Seu Senhor, Criador e Salvador.
Por fim, quero dizer que não tenho pavor de homossexuais. Não. Convivi com muitos. Amigos de escola. Mas isto não significa que concorde com suas práticas. A eles sempre falei com amor a respeito desta situação, e continuarei, com amor, a denunciar seu pecado. Sempre fui submisso aos que denunciaram os meus em amor, e aprendi que não denunciar significa indiferença, deserviço ao que está em erro. Desta forma, chamá-los ao arrependimento será uma forma de servi-los em amor, ajudando-os a compreender que, por esta pratica pecaminosa, estão sendo levados à morte eterna.
Sem mais, quero deixar aqui minha tristeza pelo fato dos políticos brasileiros estarem conduzindo a nação sem consultar o povo, acima de tudo, sem direção da Vontade de Deus. São cegos que conduzem cegos. Contudo, afirmo: há muitos cujos olhos não enchem seus corpos de trevas, por isto conseguem ver para onde estão sendo guiados. Há muitos, cujas consciências não estão mortas em seus pecados (Hebreus 9.14; 10.22; 13.18), não estão cauterizadas (I Timóteo 4.2), e, por isto, não ficarão calados diante de tal realidade.
Ps.: recomendo sobre o assunto recomendo o texto de Solano Portela "A Sociedade Refém da Visão Homossexual de Vida" no seguinte link: http://tempora-mores.blogspot.com/2007_03_01_archive.html e "A Lei da homofobia para Leigos..." no link: http://tempora-mores.blogspot.com/2007/03/lei-da-homofilia-para-leigos.html
Leia ainda:União homossexual é rejeitada por 49%; para 52%, casais gays não podem adotar no link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0804200706.htm
No amor daquele que nos liberta de toda escravidão, inclusive de nós mesmos,
Cleber B. Gouveia
Pastor Auxiliar da Primeira IPI do Distrito Federal

12 abril 2007

Três movimentos

Olá! Dependendo da hora em que está entrando neste blog, quero desejar a você "Bom dia!", "Boa tarde!" ou "Boa noite!", se já não for madrugada, ai retorno o meu "Bom dia!".

Abaixo, posto um texto, ainda sem autorização prévia, uma vez que não consegui falar com o autor, o qual fez-me refletir e desejar ser um cristão diferente, verdadeiramente diferente, que sirva, ame e se doe como o Meu Senhor, do qual sou servo, diga-se de passagem, infiel.

O texto é de ricardo Gondim, e pode ser encotrado em seu site pessoa, cujo endereço coloco no final do texto, após seu nome. Espero que o Espírito do Senhor fale ao seu coração de forma profunda e convincente da necessidade de sermos mais cristãos, discípulos mesmo.

No amor de Deus em Cristo Jesus, Cleber B. Gouveia.


Três movimentos


Hoje visitei o Hospital São Paulo da Universidade Federal. Convidado pelo grupo de capelania liderado por um pastor batista chamado Nino, caminhei pelos corredores da emergência, espiei a unidade semi-intensiva da pediatria e ainda tive tempo para falar para os doentes que conseguiram alcançar o auditório do décimo quinto andar.

Quando saí pelos quarteirões que me separavam do carro, fui invadido por um turbilhão de emoções, idéias, compaixão, revolta e fadiga. Já que também faço da escrita uma catarse, cá estou diante do teclado tentando exorcizar ou purificar-me – sei lá o que desejo fazer – do tumulto causado por uma casa de saúde brasileira; ninguém visita um hospital público no Brasil e consegue se manter o mesmo.

Antes, senhoras e senhores, lembremos que estive no hospital da Universidade Federal de Medicina da maior e mais rica cidade da América do Sul.

Minhas impressões da visita:

1. O movimento "evangélico" brasileiro, com seus pressupostos teológicos, com sua antropologia, com sua cosmovisão, com sua cristologia, com seu pragmatismo, é promotor de neuroses absurdamente disfuncionais, não tem como consolar pessoas carentes e, pior, causa vexames por onde passa. Um cristão que desejar manter sua sanidade existencial ou estabelecer qualquer contato com o mundo, precisa pensar fora dos moldes da atual igreja "evangélica". O pastor Nino me contou da dificuldade de aceitar voluntários "evangélicos" em condições de visitar os enfermos. Repetidamente ele é chamado a atenção pela diretoria do hospital, porque crentes, aos gritos, querem expulsar demônios "escondidos" debaixo dos leitos, ou oprimir com remorsos quem já sofre - fazem afirmações absurdas de que toda doença é fruto de pecados escondidos. Ele me relatou o caso de uma senhora que pediu oração pelo filho doente a uma voluntária. A crente começou falando em línguas estranhas; no meio de sua prece, parou e disse para a mãe aflita: “Não posso continuar!, o pastor Nino não permite que eu fale esse tipo de coisa". A mãe insistiu, desesperada: “Não faça isso comigo, não me deixe assim sem saber o que está acontecendo”. A irmãzinha sem nenhum senso, sem nenhuma graça, sem Deus e sem o seu Espírito, profetizou: “É que eu acabo de ter uma visão do seu filho, morto dentro de um caixão”. O resto da história, nem adianta comentar. Tétrico.

2. Por outro lado, saudei a grandeza de heroínas e de grandes homens da fé. Um punhado de gente reluz todos os sábados naquele hospital. Algumas mulheres, com idade de serem minha mãe, corriam para cima e para baixo para não deixar ninguém sem uma visita antes do almoço. Assisti a uma pequena apresentação de fantoche; enchi meus olhos de lágrimas quando uma paciente entrou no auditório amparada por dois senhores, puxando seu soro. Quero celebrar esses anônimos que trabalham para o Reino e se dão para o próximo sem jamais esperarem qualquer galardão. Eles são o remanescente de Deus, fazem parte da grande nuvem de testemunhas que honram a fé; o mundo não é digno deles.

3. Finalmente, hoje me desiludi de uma vez por todas com o futuro do Brasil. Sou filho de um país fajuto; tenho vergonha de minha pátria. Este hospital público estava lotado de macas que entupiam os corredores. Nelas vi meus patrícios doentes, estropiados em acidentes, vítimas de crimes; minha gente, que padecia com doenças agudas. As macas eram enferrujadas, a maioria não tinha um mísero colchão fino. Meus compatriotas esperavam atendimento deitados no ferro sujo. Nino, então, me pediu ajuda para fazer uma campanha e comprar 60 colchões para a enfermaria. Perguntei-lhe quanto custava cada colchão. Displicentemente, respondeu-me: "Sessenta reais". – menos de trinta dólares, senhores deputados. Comentei que no ano passado nossa igreja contribuiu com cerca de 300 cobertores para aquecer os pacientes das enfermarias daquele mesmo hospital. O capelão reagiu prontamente: - “Sim, agradeça a igreja Betesda pelos cobertores, eles são de grande valia até no verão”. Sem entender o que ele queria dizer, perguntei: - Como? Cobertor no verão? De grande valia? O capelão me levou até um leito, puxou a ponta do lençol e constatei que muitos cobertores são dobrados para servirem de colchão. Fiquei indignado. Contive o ímpeto de falar uma palavra de baixo calão. Sem querer, Nino fez transbordar minha revolta: “No ano passado as verbas do hospital foram cortadas pelo governo do PT para subsidiar o programa do Bolsa Família, considerado o único programa que podia garantir a reeleição do Lula". Aí, não teve jeito, o nome feio saiu forte e sem culpa.

Não acredito mais que o modelo dessa igreja "evangélica" que se espalhou em minha terra e se tornou hegemônico consiga cumprir, minimamente, a agenda do Reino de Deus.
Estou totalmente desencantado com o Brasil; com sua democracia; com seus partidos políticos; com seu judiciário; com seu poder legislativo; com suas polícias militar, civil e federal. O Brasil não tem mais jeito e, daqui para frente, despencará velozmente no abismo da violência, da miséria e do sofrimento.

O que vou fazer da minha vida? Continuarei visitando hospitais; incentivarei os “pastores Ninos” da vida; ensinarei os meus discípulos a viverem com integridade em seus círculos de influência e amizade; pregarei o que minha consciência me ensina sobre o Evangelho; tentarei viver com alegria ao redor de quem amo; e procurarei amenizar o sofrimento dos poucos que eu conseguir.

Isso foi o que restou de mim hoje.
Soli Deo Gloria.
Ricardo Gondim
Pastor da Igreja Assembleia de Deus Betesda
Texto retirado do site: www.ricardogondim.com.br

10 abril 2007

Onde está a sua Esperança?

A Ressurreição de Cristo é um anúncio estrondoso de que há esperança para o nosso futuro. Somos todos os dias aterrorizados pelo medo. Medo de que o aquecimento global da terra consuma com a vida. Medo de que falte água potável daqui a alguns anos. Medo dos países que continuam investindo cifras inimagináveis em armamento nuclear. Medo da guerra do tráfico. Medo de que sejamos assaltados na próxima esquina. Medo de doenças que ainda não existem, mas não se iluda, serão descobertas. Medo do futuro...

Diante de todos os medos e angústias existenciais, devemos nos questionar: Onde está nossa Esperança?

Os dois discípulos a caminho de Emaús tinham certas esperanças: "Ora, nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel; mas depois de tudo isto, é já este o terceiro dia desde que tais coisas sucederam" (Lc. 24:21). Tinham certas esperanças, mas não tinham a Esperança certa. Tinham esperanças meramente terrenas. Ansiavam por uma redenção política. Nada muito diferente da pergunta daqueles que estavam reunidos quando da ascensão de Cristo: "Senhor, será este o tempo em que restaures o reino a Israel?" (Atos 1:6).

A Ressurreição de Cristo redireciona nossa Esperança. E embora não devamos nos alienar do tempo presente, não podemos colocar nele nossa esperança. Embora não devamos nos acomodar frente às catástrofes e tragédias pré-anunciadas, antes sermos agentes de mudança, não podemos também nos iludir com melhoras sistemáticas no futuro de uma humanidade depravada, decaída e em franco processo de apodrecimento.

Portanto, nossa esperança não é posta naquilo que é perecível, efêmero e transitório. Nossa esperança é eterna e incorruptível. A morte e ressurreição de Cristo é a representação de nossa nova vida. Fomos sepultados no batismo e ressurgimos pela fé no poder de Deus que ressuscitou a Cristo (Cl. 2:12). "Portanto, se fostes ressucitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra..." (Cl. 3:1-2) Onde está a sua Esperança?"Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens." (1 Co. 15:19)

Jean Douglas Gonçalves, pastor da 1a. IPI do Distrito Federal
ipidf.org.br

20 março 2007

Andamos por fé e não por vista

Autor Desconhecido
Uma vez, um pastor estava percorrendo sua igreja ao meio-dia... ao passar pelo altar decidiu ficar perto para ver quem tinha vindo orar. Nesse momento se abriu a porta. O pastor franziu o rosto ao ver um homem chegando perto pelo corredor: o homem estava sem fazer a barba há vários dias, vestia uma camisa rasgada e tinha seu agasalho tão gasto que as beiradas já tinham começado a desfiar.
O homem se ajoelhou, inclinou a cabeça, e logo se levantou e saiu.Durante os dias seguintes, o mesmo homem, sempre ao meio-dia, estava na igreja carregando uma maleta... Se ajoelhava brevemente e logo saia de novo.
O pastor, um pouco receoso, começou a suspeitar que se tratasse de um ladrão, razão pela qual um dia se postou na porta da igreja e, quando o homem estava prestes a sair, perguntou-lhe:
- O quê você faz aqui?
O homem disse que trabalhava em uma fábrica a caminho da Igreja e tinha meia hora livre para almoçar e aproveitava esse momento para orar.
- Eu só fico por uns momentos, você sabe, porque a fábrica fica um pouco longe. Por isso eu apenas me ajoelho e digo: "Senhor, só vim novamente para te contar quão feliz me faz quando vem ao meu encontro. Não sei orar muito bem, mas penso em ti todos os dias... Por isso, Senhor, aqui é o João se reportando"
O pastor, sentindo-se um tonto, disse a João que estava tudo bem e que ele seria bem-vindo na igreja quando quisesse.
O pastor se ajoelhou diante do altar, sentiu seu coração ser derretido pelo grande calor do amor e, enquanto suas lágrimas corriam pelas bochechas, em seu coração repetia a oração de João:
- "Senhor, só vim para te contar, quão feliz me faz quando vem ao meu encontro através de meus semelhantes. Não sei orar muito bem, mas penso em ti todos os dias... Por isso, Senhor, aqui sou eu se reportando"
Um certo dia, o pastor reparou que o velho João não tinha vindo. Os dias continuaram a passar sem que João voltasse para orar.Continuava ausente, por isso o pastor começou a ficar preocupado, até que um dia foi à fábrica perguntar por ele; ali lhe informaram que João estava doente, e que mesmo os médicos estando muito preocupados com sua saúde, ainda acreditavam que tinha a possibilidade de sobreviver.
O tempo que João esteve no hospital trouxe muitas mudanças. Ele sorria todo o tempo e sua alegria era contagiosa. A enfermeira chefe não conseguia entender por quê João estava tão feliz, já que nunca havia recebido nem flores, nem cartões, nem visitas.
O pastor se aproximou do leito de João com a enfermeira, e esta lhe disse, enquanto João escutava:
- Nenhum amigo havia vindo visitá-lo, ele não tem a quem recorrer.
Surpreso, o velho João disse com um sorriso:
- A enfermeira está errada... mas ela não pode saber que todos os dias, desde que cheguei aqui, ao meio-dia, um querido amigo meu vem, se senta aqui na cama, me segura as mãos, se inclina sobre mim e diz:
- "João, só vim para te contar, quão feliz me fez desde que encontrei sua amizade e por você ter vindo todos os dias ao meu encontro. Sempre gostei de ouvir tuas orações, Penso em ti a cada dia... Por isso, João, aqui é o Senhor se reportando."

Texto retirado do site http://www.vivavidacomjesus.com/

18 março 2007

Senhor, ensina-nos a orar...

II Congresso de Oração

Senhor, ensina-nos a orar...

“Certo dia Jesus estava orando em determinado lugar. Tendo terminado, um dos seus discípulos lhe disse: ‘Senhor, ensina-nos a orar....” (Lucas 11.1)
Quanto mais oramos mais percebemos que não podemos dominar técnicas, pois não se aprende a orar com métodos ou modelos. Quanto mais oramos percebemos que o princípio que envolve a oração não é o dominar, mas o ser dominado. Não é estar no controle, mas ser controlado.
Por isso é preciso desconfiar de toda pessoa que se apresente como portadora de conceitos e métodos de oração. A Bíblia não apresenta métodos ou passos de como orar bem para conseguir os melhores resultados! A oração cristã, aliás, não tem relação alguma com as modernas técnicas da PNL (Programação Neurolinguistica) ou da confissão positiva. O livro dos Salmos, um livro de orações, apresenta-nos a oração como expressão viva de um relacionamento entre aquele que crê (inclusive com as suas crises de fé) e Deus, a fonte de todo bem, a causa e o alvo da oração.
A pobreza da oração em nosso tempo é que a reduzimos aos pedidos e às reivindicações, bem como a um mero ritual de palavras sem sentido e desconexas, resultado de um relacionamento raso ou inexistente com Deus. No primeiro caso, Deus é tão somente um provedor de benesses; no segundo caso, Deus é um mero conceito, ou no máximo um poder que se crê existir, mas com o qual não se mantêm nenhuma relação pessoal.
Haja vista que a oração é relacionamento, oramos bem quando nossa relação com Deus permeia toda nossa vida, e não apenas alguns compartimentos isolados de nossa existência. Tal e qual a amizade, a oração não se constrói com alguns segundos e nem se torna forte com encontros esporádicos e sem interesse pelo outro. Tal e qual a amizade, a oração, com todos os seus efeitos e privilégios, não se prova assim de relance, de passagem. Assim como a amizade, a oração é antes uma condição de vida – de vida constante e persistente– e os seus resultados se vão manifestando com o tempo. A grande dádiva que esperamos na oração é que Deus se dê a Si mesmo, em comunhão conosco. E o mais que Ele der será incidental e secundário.
Por isso, um Congresso de Oração pode ajudar-nos a compreender mais sobre a oração, mas não nos fará melhores oradores. Para aprendermos a orar precisamos sempre e sempre ser como os discípulos aos pés de Jesus, que na proximidade com o Mestre suplicam-Lhe: “Senhor, ensina-nos a orar...”.
No amor dAquele que nos amou primeiro,

Ézio Martins de Lima, pr