
02 julho 2009
AFIRMAÇÕES DA CEIA DO SENHOR

25 junho 2009
PERSISTINDO NO CAMINHO DA GRAÇA

“Despedida a sinagoga, muitos dos judeus e dos prosélitos piedosos seguiram Paulo e Barnabé, e estes, falando-lhes, os persuadiam a perseverar na graça de Deus.” Atos 13.43
A palavra Graça no grego é Caris, e significa “favor imerecido”. Nós, cristãos, somos chamados a viver segundo este favor de Deus dado a nós, pois é segundo este que não somos destruídos pela Ira Divina. Mas como é difícil, não é mesmo? Afinal, há outro ser criado o qual busca tanto ter justiça em si mesmo? Aí, se erramos nos afastamos de Deus, pois achamos que Ele não nos ama mais; e, se permanecemos em pé, também somos afastados, pois a soberba do nosso coração nos justifica diante de nós mesmo, e para este não há espaço para justiça de Cristo agir com poder restaurador segundo a Graça de Deus Pai. A Palavra, contudo, nos chama a permanecer na Graça, pois ela é:
A forma como Cristo se revela a nós, e a forma como nEle vivemos (João 1.14): Jesus se manifestou cheio da Graça de Deus. Nele, as pessoas com as quais conviveu no tempo de seu ministério terreno sempre experimentaram do amor e do favor Divinos. Ele curou, Ele libertou, ele ensinou o caminho de volta para Deus, ou seja, em ações ou palavras, o Senhor Jesus Cristo manifestou graça (Lucas 4.22; João 1.15-17; Romanos 1.5). Como não conseguíamos nos achegar a Deus, pois os nossos pecados só nos afastavam cada vez mais de Sua presença (Isaías 59.2), o fato dEle ter-se encarnado e andado entre nós trazendo perdão, reconciliação, e vida eterna, deve levar-nos, em resposta a este favor imerecido, para esta Graça inefável; para uma vida de gratidão e entrega; e à pratica da Sua vontade revelada a nós. E esta afirmação leva-nos a compreender que a Graça de Deus é:
A forma pela qual recebemos os Dons que nos fazem frutificar no Senhor (Romanos 1.5): Paulo tinha esta consciência. Ele sabia que toda a sua capacidade e autoridade vinham da Graça de Deus, e esta estava em Jesus Cristo. Paulo tinha plena convicção de que não merecia pregar o Evangelho; não merecia o poder de Deus nem sua autoridade; não merecia o perdão dos seus pecados e a vida eterna, e afirma: tudo é pela Graça de Deus em Cristo Jesus! Paulo aprendeu que sozinho, segundo a sabedoria humana, seu serviço junto aos gentios seria infrutífero, mas que, pela Graça, seria poderoso e frutífero para a glória de Deus em Cristo Jesus (2ª. Coríntios 1.12). Por isto, ele exorta aos de Gálatas a voltarem para o viver pela Graça (Gálatas 5. 1-12). Paulo aprendeu no Senhor que a Graça era a chave para uma vida com Deus, cheia de Sua presença, do Seu poder, e dos Dons que nos fazem frutificar (2ª. Coríntios 12.9), pois, é ela:
A Forma pela qual somos justificados em Jesus Cristo (Romanos 3.24): nossas obras, por melhores que sejam diante de Deus, não têm força de justificação, e desta forma precisamos entender que nossa salvação não pode vir de nós mesmos! O espiritismo e outras religiões no Brasil e no mundo tentam impor a idéia de que podemos chegar à redenção por nós mesmos. A realidade, porém, nos mostra que não. Não importa quantas gerações tenhamos pela frente, não alcançaremos a redenção por nós mesmos. Pelo contrário! Apesar de toda a evolução do conhecimento e da qualidade de vida, caminhamos para a destruição das coisas criadas. Basta-nos olhar para as guerras por motivos econômicos, visando a exploração e nunca libertação e a preservação da vida; para os desmatamentos e poluição do meio ambiente, os quais destroem a Camada de Ozônio, e trazem o aquecimento global. A restauração, portanto, vem do Senhor por meio do Seu Cordeiro que tira o pecado do mundo, e tão somente por ele (João 1.29; Romanos 3.24). Como Paulo já nos disse: “pela graça sois salvos, mediante a fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus (Efésios 2.8). Nada do que recebemos de Deus é por méritos próprios, e a Salvação não seria diferente (Tito 3.7).
Assim sendo, entendamos: é preciso continuar andando no caminho da Graça. Não rejeite o “favor imerecido” que o Senhor nos traz em Jesus Cristo! Se assim o fizermos, vamos viver melhor a vida cristã, com alegria, disposição, e frutificando para a Sua glória! Termino fazendo a cada um de nós o mesmo convite que o autor de Hebreus fez aos de seu tempo: “Por isto tenhamos confiança e cheguemos perto do trono divino, onde está a graça de Deus. Ali receberemos misericórdia e encontraremos graça sempre que precisarmos de ajuda.” Hebreus 4.16
Cleber B. Gouveia, pr
01 junho 2009
A proposta do Evangelho do Reino de Deus

Evangelização não é o mero anuncio do Evangelho, não é o anuncio de um discurso; evangelização é uma proposta de vida. Ela, portanto, não é um discurso qualquer, mas é uma proposta absoluta de mudança de vida, a começar pelo fato de que a Evangelização é a proposta da possibilidade de viver dentro agora do ambiente divino conforme Deus quer! A Evangelização é o anuncio do jeito que se deve viver.
Evangelizar é, portanto, um processo radical, uma proposta radical, uma proposta definitiva. Não é um discurso ou convite para mudar de religião. Evangelizar é primeiramente uma proposta de ampliação da consciência onde primeiro se percebe que Deus existe e é a realidade do universo, subsistindo todas as outras realidades nEle.
A pergunta que surge é? Qual o jeito certo de subsistir nEle? E uma vez que há um jeito certo de subsistir nEle, qual é o caminho? Como se consegue chegar lá? Como se consegue ser deste jeito? Como se consegue fazer isto? São perguntas que estão postas! Aí o Evangelho é a boa notícia a partir da perspectiva do Reino, pois o jeito certo de viver é segundo a justiça do Reino, e o caminho é Jesus Cristo.”
Pr. Ariovaldo Ramos
Texto digitado a partir da primeira parte do sermão "O Evangelho do Reino"
encontrado no site www.lifestream.com.br
13 maio 2009
A monogamia e o caminho dos pingüins
O caminho para o relacionamento conjugal é o da monogamia, não por determinação genética, mas porque fomos criados à imagem de Deus, que é, em si, uma unidadeUma revista semanal publicou recentemente uma reportagem sobre como os fundamentalistas, através da aparente constatação da chamada “marcha dos pingüins”, que descreve o grande percurso que essas aves percorrem para acasalar-se, e, em grande parte, com os mesmos parceiros da marcha anterior, estão tentando demonstrar como a monogamia é o natural na dispensação divina da Criação. O comentarista da área de ciências dessa revista desancou os tais fundamentalistas, fazendo ver a ingenuidade e a simploriedade desse argumento antropomórfico, deixando claro que há outros fatos no comportamento dessa espécie que, por si só, desautorizam essa conclusão.
- No momento da Criação, Deus ordenou a monogamia (Gn 3.24), e o relacionamento entre homem e mulher era de unidade. Dois seres, mas uma só carne. Duas vidas, mas um só caminho e uma só missão.
- No evento da queda, Deus subordina a mulher ao homem, dizendo que ela seria governada por seu marido (Gn 3.16).
- Depois disso, Deus desaparece da cena por sabe-se lá quanto tempo; quando reaparece, encontra a poligamia e, a rigor, não mexe nisso, embora ela signifique a exarcebação do governo do homem sobre a mulher.
- Quando Jesus Cristo aparece, ele manda voltarmos para o início (Mt 19.8), para o momento da unidade, quando o relacionamento não estava baseado na autoridade, mas na unidade – e, portanto, na cumplicidade.
Alguém poderá dizer que não é assim, porque Paulo diz que a mulher deve ser submissa ao seu marido. Entretanto, o próprio Paulo diz que está falando da relação entre Cristo e a Igreja (Ef 5.32). Nós é que não queremos prestar a atenção nisso, acabando por fazer uma má exegese. Quanto ao relacionamento conjugal, Paulo diz que o homem deve amar a sua mulher como a si mesmo e a mulher deve respeitar ao seu marido (Ef 5.33).
Portanto, não há dúvida, o caminho escolhido por Deus para o relacionamento conjugal é o da monogamia. Mas não por causa de uma determinação genética, nem por causa de um imperativo moral, mas porque fomos criados à imagem e semelhança de Deus, que é, em si mesmo, uma unidade. Logo, não há como ser expressão desse Ser sem, de alguma maneira, participar da unidade que o caracteriza. Daí ser na unidade da monogamia, da família e da comunidade que manifestamos a imagem de Deus. Sim, porque os anjos têm as mesmas qualidades cognitivas e volitivas que nós, mas são tidos como criaturas à imagem de Deus.
E, para além do corpo, que não nos distingue como imago Dei, o que experimentamos de Deus, diferentemente dos anjos eleitos, é que, guardadas as devidas proporções, somos as únicas criaturas de Deus que experimentam a unidade que o distingue. A monogamia não é natural, mas litúrgica. A monogamia fundamentada na unidade. Qualquer outro tipo de relacionamento no casamento conspurca a imagem de Deus.
é filósofo e teólogo, além de diretor acadêmico da Faculdade Latino-americana de Teologia Integral, missionário da Sepal e presidente da Visão Mundial. É membro da equipe editorial da Edições Vida Nova.
13 abril 2009
Do “por quê?” celebrar a Ressurreição de Jesus Cristo
A ressurreição, porém, nos diz algo mais, nos faz ir além das ações e reações humanas, pois nela está contida a ação e reação Divina contra o pecado e a morte, e a favor do ser humano criado segundo a Sua imagem e semelhança.
07 abril 2009
Oração e comunhão

Fazemos apressadas e impacientes tentativas de orar, e, não vendo bons frutos, dizemos que a prática é inútil, e abandonamo-la. A oração é como a amizade. A amizade não se prova assim de relance, de passagem. Não se constrói com alguns segundos e nem se torna forte com encontros esporádicos e sem interesse pelo outro. A amizade é antes uma condição de vida –de vida constante e persistente– e os seus resultados se vão manifestando com o tempo. Assim é a oração: o seu resultado vai-se manifestando com a continuação da nossa íntima comunhão com Deus.
Eis a palavra chave na vida de oração: Comunhão! A grande dádiva que esperamos na oração é que Deus se dê a Si mesmo, em comunhão conosco. E o mais que Ele der será incidental e secundário. Separei pequenas pérolas sobre a oração, recolhidas nos últimos 9 anos, a fim de que possamos meditar e, quiçá, sermos motivados a procurar a Deus em oração.
A.C. Benson
“Oração não é uma repetição mecânica das formas verbais, porém uma forte e íntima afinidade do nosso coração com o Pai”
Sir Thomas Browne, famoso médico inglês:
“Já me resolvi a orar mais e orar sempre, a orar em todos os lugares onde o silêncio convida, em casa, no caminho, na rua e a não saber de nenhuma rua ou avenida nesta cidade que não possa testificar que não me esqueci de Deus?”
Irmão Lourenço:
“Oração é uma firme consciência da presença de Deus, e constante comunhão com Ele”.
“Oração é a aspiração da nossa pobre alma sobrecarregada por seu eterno Pai, com ou sem palavras, sentimento este espontâneo”.
Agostinho de Hipona:
“Dá-me a tua própria pessoa, sem a qual, mesmo que me desses tudo o que fizestes, ainda não podia ser satisfeito o meu desejo”
Thomas à Kempis:
“É pouco e não satisfaz tudo o que pudesses doar, afora Tu mesmo”.
“Esta idéia da oração enquanto comunhão não é nem moderna nem antiga; é propriedade comum de todos os santos cristãos que penetraram o âmago da oração. As perplexidades se encontram nas franjas da oração; a oração na sua essência é tão simples e tão profunda como a amizade”.
Perceber a oração como comunhão com Deus nos faz perceber que às vezes temos orado muito mais que pensamos, mas também que devemos orar bem mais do que já oramos! O Apóstolo Paulo ao escrever aos tessalonicenses (I Ts. 5.17): “Orai sem cessar”, não falava de petição, mas de comunhão contínua.
Perceber oração como comunhão é perceber que o coração do Pai está aberto e você é bem vindo ali. Deus convida você a entrar no Seu coração. O coração do Senhor é a casa onde nos encontramos seguros, protegidos... Você é bem vindo ali. Então, ore!
“A oração genuína e total nada mais é do que amor” (Agostinho de Hipona)
Rev. Ézio Martins de Lima
23 março 2009
A alegria de estar na Casa do Senhor
Presb. Nilton Alves Rabelo

Irmãos desejo nesta pastoral levar a igreja a refletir sobre a importância de congregar, sobre a necessidade de ir à Casa do Senhor. Ir a igreja deve ser um motivo de muita alegria e não de obrigação. Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores(1 Tm 1:15). A salvação é algo pessoal. Cada um de nós é conclamado a arrepender-se e aceitar o Salvador. Porém, uma vez salvo, o crente não está destinado a trilhar seu caminho solitário. Talvez isso até fosse mais fácil em certo sentido, porém não é esse o propósito de Deus. Precisamos congregar, precisamos ir a igreja e ser auxílio um dos outros .
O Salmo 122:1 fala sobre o valor da Casa de Deus. O centro do culto não é mais uma única cidade, como estabelecia no Antigo Testamento, mas as muitas igrejas locais (Jo 4:21), assim podemos aprender deste salmo um grande respeito pelas coisas de Deus: adoração, revelação, unidade e justiça. Davi se regozijava porque a lei de Deus era a posse do povo de Israel, se regozijava porque Deus era a sua maior riqueza. Regozijava porque a igreja era a Casa de Culto em que Deus estava presente. Amados se o culto congregacional no Antigo Testamento era tão festivo e alegre; mais jubiloso, festivo e alegre deve ser o nosso culto, visto que o evangelho de Jesus foi plenamente revelado a todos nós.
Ser membro de um corpo é ser parte integrante de um organismo vivo. “Deus dispôs os membros, colocando cada um deles no corpo, como lhe aprouve” (1 Coríntios 12:18). Não se trata, portanto, de estabelecermos uma organização com estatutos e profissão de fé, nem de reiterarmos prescrições a serem seguidas, mas simplesmente de reunir-nos porque o Senhor e Seu Espírito nos juntaram, sendo Ele mesmo o elemento central: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18:20). Observemos que não é dito “onde se reunirem”, mas “onde estão reunidos”.
Irmãos e irmãs, como igreja local precisamos ter a consciência de que precisamos congregar-nos e vir a ser auxílio e não empecilho. Infelizmente, muitas vezes nos assemelhamos à sociedade secular, onde os descontentes estão em constante disputas e rixas. Temos contribuído para a manutenção da paz na igreja? Tiago acrescenta: Irmãos, não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados” (Tg 5:9). As murmurações agitam, primeiro, nosso interior: nosso espírito opõe-se contra determinado irmão ou irmã, ou alguma atitude coletiva que foi tomada, e então, procuramos argumentos para nos assegurar que temos razão. As queixas mantidas em silêncio vão se acumulando até que, finalmente, são lançadas em rosto. Quanto empecilho uma atitude como essa pode suscitar numa igreja!
Em Hebreus 10:24-25, está escrito - “Não deixemos de congregar-nos”. Essa exortação vem quase imediatamente após a menção da plena “ousadia” que temos para ‘‘entrar no santo dos santos” (v. 19 e 22). Trata-se de um privilégio desconhecido para o Israel de outrora, quando só os sacerdotes podiam entrar no santuário para realizar os serviços sagrados, e o sumo sacerdote, sozinho, uma vez ao ano, podia entrar no santuário interior (9:6-7,25).
Hoje, lavados e justificados, entramos no santo lugar na plena luz da face de Deus. Se podemos entrar e falar diretamente com Deus, de onde procede o costume, muito comum, de não visitarmos regularmente as reuniões? De ficarmos em casa e não virmos à igreja?
A verdade é que podemos ter tanto de Cristo quanto quisermos. Podemos nos aprofundar n’Ele o quanto optarmos, vivendo plenamente segundo Sua palavra e direção. Precisamos restaurar a paixão pelo o mover de Deus, restaurar a paixão pela casa de Deus. Precisamos olhar continuamente para Jesus. É impossível alguém olhar para Jesus e não ficar apaixonado por Ele. Ef.5:14/ Heb.12:2/ II Cor.3:18. Precisamos viver e andar perto de gente apaixonada por Deus.
Tenha alegria em vir a Casa do Senhor. Regozije-se em entrar na presença do Senhor. Permita meu irmão, minha irmã que Deus trabalhe de forma profunda, em seu coração e em sua vida e que Ele faça de você um vaso de honra, de testemunho, de poder e vida.
Irmãos que a nossa oração seja: Senhor quero sempre estar alegre por poder ir a tua igreja. Amém.
16 março 2009
VIVENDO PLENAMENTE A COMUNHÃO DOS SANTOS

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.” Atos 2.42
Durante esta semana estive com algumas irmãs e irmãos de nossa comunidade. Além, é claro, de realizar visitas, ministrei a Ceia do Senhor, cantei, orei com eles, e mantivemos comunhão. Como fui edificado, abençoados, alegrado nestes momentos. Sim, pois ao estar com mais pessoas diante da mesa servida pelo Senhor, ao orar com elas em unidade, e cantar louvores ao único Deus e Senhor, pude compartilhar com elas aquilo que nos é comum pela fé em Cristo Jesus: nossa vida cristã e todas as benção de Deus nEle! E isto é verdadeiramente enriquecedor!
E a Comunhão é isto! É estar juntos para partilhar aquilo que nos é comum – no sentido de partilha, de vivência e expectativa – como a Ceia do Senhor o é. É estar juntos para cantar coisas em comum, como a Graça, o amor, as misericórdias, e a bondade do Senhor; é estar juntos para orar por coisas comuns, como o pedir pelo livramento de dias maus, pelo pão de cada dia, pelo fortalecimento de nossos corações na esperança das últimas coisas; é estar juntos para render graças a Deus por coisas comuns a nós, como a gratidão pela nossa Salvação em Jesus Cristo.
Por isto, e desta forma, a comunhão é o momento onde somos renovados pela oração realizada em favor do outro, e por este em nosso favor. É o momento onde somos alimentados com a Palavra compartilhada, alegrados pelos cânticos entoados, e direcionados para um mundo sem Deus, cheios da Sua presença abençoadora e de Sua vida, na certeza de que há muitos como nós, conosco, andando no mesmo propósito.
Entendo ser necessário seguir o exemplo da Igreja de Atos e perseverar na comunhão, no partir do pão, nas orações. Para isto, nós, como Igreja, temos duas formas de viver esta realidade abençoadora: nas reuniões comunitárias, e nas visitas. As reuniões comunitárias acontecem duas, três vezes por semana, são rápidas – no máximo duas horas – e, por isto, precisamos aproveitá-las ao máximo, tendo consciência da importância da mesma para a vida comunitária e individual de cada cristão. Nela há a interação de uns para com os outros. Nas visitas, por sua vez, temos mais tempo disponível para o compartilhar de nossas vidas, e podemos ser mais íntimos, mais próximos, e por isto tal prática é super importante, pois por ela podemos dar continuidade no cuidar de uns para com os outros, iniciado nos cultos comunitários.
De qualquer forma, o que desejo compartilhar com cada irmão, com cada irmã na pastoral deste domingo é: perseverem em viver tal propósito de Deus para nossas vidas. A cruz de Cristo nos possibilita isto, pois as diferenças e inimizades já foram destruídas por ela, e faz de todos nós um só corpo, para viver uma só fé, uma só esperança, em um só Senhor (Efésios 2. 11 -22 e 4. 1-5). Assim sendo, não perca tempo, e mergulhe neste oceano de possibilidades chamado Comunhão dos Santos.
10 março 2009
ALGUMAS COISAS A RESPEITO DO SACERDOCIO REAL DE TODOS OS CRENTES

“Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; (1 Pedro 2.9)
Estamos perto dos 500 anos de nascimento de João Calvino. Como todos sabem, este foi um dos grandes reformadores da Igreja, e como Presbiterianos somos herdeiros de seus ensinos e práticas. Hoje, quero falar um pouco sobre um dos ensinos de Calvino e demais reformadores da Igreja, e conseqüentemente da Reforma Protestante: o sacerdócio real e universal de todos os crentes.
Olhando para a Palavra de Deus encontramos nas palavras do apóstolo Pedro a base para o ensino do sacerdócio real e universal de todos os crentes, e analisando o ensino reformador compreendemos haver, quanto ao sacerdócio real, alguns direitos e outros deveres, alguns dos quais passo a expor a seguir:
Livre acesso a Deus: o sumo sacerdote era aquele que entrava nos santos dos santos. Entrava, porém, com uma corda nos pés, pois, se estivesse em pecado, morreria. Nós, porém, constituídos sacerdotes pelo Sumo Sacerdote Jesus Cristo (Hebreus 4.14), podemos entrar na presença de Deus sem necessidade de outro intercessor que não o Senhor (Efésios 2.18). Ou seja, não há necessidade de mais ninguém para que suas suplicas, suas orações, sua vida se apresente diante de Deus. Não há necessidade de cordas, pois o sangue que nos abre o caminho é o que nos purifica para não somente entrar, mas para ser o Santuário de Deus em Espírito (Efésios 2.21-22; Hebreus 9.14).
Capacidade para ler e compreender a Bíblia: todo sacerdote de Deus pode ler e interpretar a Bíblia, sem que haja proibições, sem barreiras. No tempo de Lutero e Calvino isto não era praticado. Pelo contrário! Era pecado ler a Bíblia. Com a Reforma todos os crentes puderam e ler e interpretar a Bíblia com a ajuda do Espírito Santo, e foi nos dado como herança tal prática devocional. Uma pena, porém, que em nossos dias isto tenha se tornado banal, e o povo “santo”esteja vivendo no pecado por falta de conhecimento (Salmo 119.11; Provérbios 29.18).
O evangelismo pessoal: pois, se sou sacerdote real, apresento a Deus ao povo, e o povo a Deus. Ou seja, levo a revelação dos mistérios de Deus às pessoas, e as apresento diante de Deus. Em outras palavras sou responsável direto pelo evangelismo e discipulado das pessoas com as quais convivo. Não preciso e nem necessito esperar pela autorização do pastor, presbítero ou qualquer outro líder. Jesus, nosso Senhor já nos deu esta ordem, autoridade e capacitação (28.19-20 e Atos 2 e Atos 4).
Estes são alguns ensinos do legado deixado para nós pelos reformadores, dentre eles Calvino. Espero poder apresentar outros durante este ano dos 500 anos de Calvino. Enquanto isto de contínuo oro e espero no Senhor por uma nova Reforma em nossos dias, advinda pelo Seu Espírito, capaz de nos fazer conhecer e viver de forma eficaz o princípio e realidade dos sacerdócio universal de todos os crentes.
Cleber B. Gouveia,
Pastor da IPI do P-Sul em Ceilândia, D.F.,
e Santa Rosa, em Santo Antônido do Descoberto, Go.
08 março 2009
Ser mulher

04 março 2009
CLAMOR POR UM CAMINHAR SANTO!

Davi nos avisa: os ímpios em seu caminhar não se “...atentam para os feitos do Senhor, nem para o que suas mãos fazem...” (v. 5); ou seja, não estão “nem aí” para a ação de Deus neste mundo, não se importam com Sua vontade, em viver segundo esta vontade. Assim sendo, um crente no Senhor Jesus Cristo não deve deter ou direcionar seus passos nos conselhos dos ímpios (Salmo 1). Paulo nos diz algo semelhante quando afirma não haver nenhuma comunhão entre luz e trevas (2 Cor 6.14). Por certo, se fizer o contrário, o crente será contaminado com suas palavras e seu proceder, bem como terão o mesmo fim (v.3).
Isto não significará, entretanto, se tornar inimigo, não poder ter amizades com não crentes, mas, sim, em saber que não se pode andar em comum acordo com seus conselhos, ou seja, não ser influenciado por sua forma de ver e viver a vida, mas sim influenciar com a forma de vida proposta pelo Evangelho do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, segundo Suas Palavras que são espírito e vida, e esta abundante e eterna (João 6. 63-68 e João 10.10).
Assim sendo, proponho que sejamos sóbrios e vigilantes quanto à forma como nos relacionamos. Que vigiemos e oremos por um sondar de Deus em nossos corações, e, acima de tudo, clamemos por livramento dos conselhos e influência de pessoas perversas e maliciosas (lembra-se do final da oração do Pai nosso?). Que façamos sempre a oração final do Rei Davi: “Salva o teu povo, e abençoa a tua herança; apascenta-os e exalta-os para sempre” (v.9), em Cristo Jesus, amém!
Cleber B. Gouveia,pr.