26 setembro 2008

O Poder renovador e transformador da Rica Palavra do Senhor em nossas vidas!



"A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao SENHOR com graça em vosso coração." (Colossenses 3:16)



É interessante como conversar com alguém em determinada situação pode não só ser algo bom, como de valor incomparável. Posso citar alguém a beira de um suicídio. Uma conversa amiga, sincera, pode livrar alguém de uma morte terrível, a eterna.
Mas, às vezes as coisas podem acontecer neste momento "mágico" de uma forma não imaginada. Por exemplo: você está a beira de ceder à tentação. Começa uma conversa despretenciosa, ou nem tanto, e encontra neste momento alguém na mesma situação. Pronta para se lançar na lama. Mas, pela Graça inefável do nosso vê-se sendo usado para levar livramento, e, por fim, compreende que o livramento fora dado a você também!
Sabe, ter a Palavra de Deus habitanto ricamente em nosso corações necessariamente não significará uma vida sem tentações, sem queda, mas nos proporcionará sermos alcançados pelo livramento de Deus em situações extremas e de grande perigo para nossa saúde espiritual.

Mas não somente para estes momentos, estraordinários e incompreensíveis aos olhos e corações humanos. Mas também nos momentos onde nos sentimos fortes, pois nos fará, pela exortação que vem do outro, ou mesmo do Espírito em nossos corações, a vigiar e orar, por exemplo, dando-nos compreensão de nossa fragilidade diante das tentações.

Hoje provei isto. Vi-me caminhando para o lamaçal. Como um porco desejava refrecar meu corpo no pecado. Desejava saciar minha vontada pelo que é porco. Desejava ver-me revestido pelo lama freca e pelo prazer de ser saciado.

Mesmo não tendo planejado, a situação foi colocada diante dos meus olhos. Por sorte, melhor, pela graça, a Palavra de Deus habita em mim, e fui chamado à razão, a permancer no caminho pelo qual o Espírito me chama a caminhar. E, o engraçado, é que isto veio de uma conversa, na qual a Palavra troxe exortação, edificação, fazendo-me voltar novamente meus olhos para o Senhor e Seu trono, e reafirmar minha escolha pela melhor parte.

Desta forma, estou aqui escrevendo. Estou aqui lhe afirmando: é possível lembrar de onde caímos e recomeçar. Quem nos diz é o Senhor em Apocalípse. Recomeçar é possível, necessário. Por isto, lembre-se: a Palavra que habita ricamente em nosso corações tem poder! Poder para nos fazer reafirmar a decisão de continuar no caminho que nos foi aberto e no qual Deus, o Pai, nos chamou a caminhar pelo Espírito. Ouça-á. Obedeça-á! Compartilhe com outros como salmos, hinos e canticos que glorifiquem ao Senhor, e veja como poderá ser benção e abençoado por este momento!


Cleber B. Gouveia

28 agosto 2008

Às igrejas de classe média - Eugene Peterson

Uma mensagem da parte do Filho de Deus, Jesus, a quem vocês chamam de mestre e o qual chama vocês para segui-lo.


Minhas igrejas de classe média: vocês são uma das maravilhas do mundo – nunca houve nada exatamente como vocês. Que energia, que entusiasmo e generosidade! E o que é melhor: vocês são honestos. A hipocrisia tem sido sempre um grande problema com o qual tenho de lidar e, a bem da verdade, não espero jamais erradicar este mal. No entanto, entre vocês, ele não é freqüente. De todas as formas de fingimento, o fingimento religioso é o pior. Felizmente, eu não encontro muitos fingidos entre vocês.Tenho, no entanto, algo a lhes dizer: vocês se impressionam demais com Tamanho, Poder e Influência. Vocês são impacientes com os pequenos e os vagarosos.


Vocês não discernem muito bem entre os caminhos do mundo e os meus caminhos. Aborrece-me o fato de que vocês copiam de modo acrítico as atitudes e os métodos que fazem suas vidas nos bairros nobres e afluentes funcionarem tão bem. Vocês se apegam a qualquer coisa que funcione e tenha boa aparência. Vocês fazem muitas coisas maravilhosas, mas com exagerada freqüência vocês as fazem à maneira do mundo ao invés de fazê-las à minha maneira; e isto compromete seriamente a sua obediência.


Eu entendo porque vocês procedem assim: a maioria de vocês tem sido bem-sucedida no mundo – vocês moram em boas casas, são bem instruídos, bem remunerados, bem vistos; portanto, é natural que vocês coloquem a meu serviço os valores e métodos que lhes serviram tão bem. Mas vocês não se dão conta de que qualquer sucesso que tenha sido alcançado, através de tais atitudes e métodos, foi conquistado a um preço terrível?


Despersonalizando e reduzindo pessoas a funções; transformando virtualmente tudo em causas ou mercadorias a serem usadas ou consertadas ou consumidas; fazendo de tudo para manter o sofrimento a uma certa distância de vocês? As igrejas de vocês estão lotadas, funcionam bem e têm a capacidade de fazer quase qualquer coisa acontecer. Mas agora eu lhes pergunto: vocês honestamente acham que isto era o que eu tinha em mente quando lhes disse “Sigam-me” e depois me dirigi para o Gólgota, em Jerusalém?


À igreja que não apenas acredita no que eu digo, mas segue o meu exemplo e faz as coisas que eu faço, eu darei uma vida simples e arrumada – que é hospitaleira para com os homens e mulheres deste mundo, que caminham sem rumo e desorientados, apressados e malquistos. Eu desejo usar vocês para dar a estas pessoas um pouquinho de Sábado e céu.Vocês estão ouvindo? Realmente ouvindo?



Copyright © 2008 by Christianity Today International.http://www.cristianismohoje.com.br/artigo.php?sessao=Eugene%20Peterson&sessaoid=33403&artigoid=34555



Creditos ao Rev. Ézio http://reveziolima.blogspot.com/

25 agosto 2008

Um desgraçado como eu

Bom dia!


Agora são 11:20 de uma manhã ensolarada de segunda-feira. O sol fez com a escuridão se fosse, e agora, posso ser aquecido pelos raios solares fazendo-me sentir a vida de forma mais intensa. Como é bom ser tocado pelos raios de sol, ainda mais por estes que não fazem nenhum mal. Assim creio serem as palavras que seguem abaixo. Elas tocam minha alma como os raios de sol a minha pele, e revelam a Graça renovadora de Deus em Cristo Jesus.

Muito do que é dito ai poderiam, e já até escrevi algo assim (http://falaremdeus.blogspot.com/2006/09/quero-fazer-um-publica-confisso-de-f.html - http://falaremdeus.blogspot.com/2007/02/minha-pblica-profisso-de-f-parte-2.html - http://falaremdeus.blogspot.com/2007/06/tendo-portanto-um-grande-sumo-sacerdote.html ), terem sido escritas por mim. Talvez não tenha ainda a coragem de dizer isto de público. Ainda me acovardo diante de tal fato, mas, já o fiz várias vezes na intimidade, no dia-a-dia, na forma como vivo e me relaciono com as pessoas. Não sou super-heroi. Por isto, apesar do texto abaixo ser um pouco longo, vale a pena ler!



Deus ilumine os olhos do seu coração, dando-lhe compreensão, entendimento espiritual do conteúdo do texto. Em nome de Cristo Jesus, amém!



Cleber B. Gouveia, Moderador do Blog.






A maioria das pessoas não quer ouvir líderes cristãos admitindo seus pecados, nem dizendo que ainda há ocasiões em que pecam.

Em uma ocasião, contei minha história e, pouco depois, um dos navios de nossa missão naufragou. Uma pessoa me escreveu que o julgamento de Deus estava sobre mim (na verdade, queríamos substituir o navio. Ninguém saiu ferido no naufrágio, que consideramos uma bênção de Deus). Então, passei a esperar esse tipo de resposta.

A maioria das pessoas não quer ouvir líderes cristãos admitindo seus pecados, nem dizendo que ainda há ocasiões em que pecam. E muito poucos querem ouvir um líder dizer que sabe conviver com sua natureza pecaminosa. Mas eu aprendi. E declarei isso em público.


Eu não diria que minha tentação para a pornografia é um vício. Não tenho sido exposto a ela com freqüência. Não a procuro na internet, não pago por ela. E não tenho acesso constante às revistas desde a adolescência.


Uma vizinha orou por mim durante dois anos, disse ela, e passei por uma experiência poderosa de conversão quando tinha 16 anos, em uma cruzada de Billy Graham. Depois disso, soube que a pornografia tinha de ir embora e queimei as poucas revistas que tinha. Se eu não tivesse me convertido, a pornografia poderia ter se tornado um vício terrível. Ainda assim, durante a maior parte de minha vida adulta, enfrentei tentações horríveis e caí algumas vezes.


Posso dizer com sinceridade que, com o passar dos anos, parei de procurar pornografia. Ela vem até mim. E me pega de surpresa. Uma vez, quando me dirigia para uma reunião estratégica em Edimburgo, na Escócia, encontrei uma revista no banheiro. Aconteceu de novo quando eu estava a bordo de um navio, indo para a Escandinávia.


Um momento de decisão aconteceu cerca de 30 anos atrás, quando eu caminhava pela mata, nos arredores de Londres. À distância, vi alguma coisa pendurada nos galhos de uma árvore. Era uma revista pornográfica, toda furada por balas. Alguém a pendurara ali para servir como alvo. Subitamente, passei a ser o alvo. Gostaria de poder dizer que destruí a revista e saí vitorioso, mas a verdade é que, naquele dia na mata, a revista me fez de gato e sapato.


Fiquei na mata bastante tempo, depois de meu episódio de luxúria com a revista, antes de conseguir me arrastar de volta à cruz e pedir perdão. Depois disso, na maior parte das vezes, fui capaz de suportar as tentações de Satanás. Gostaria de poder dizer que isso acontece todas as vezes, mas seria mentira. E, lá na mata, descobri uma nova postura diante de meu pecado: quando peco, peço perdão. Todas as vezes.

Qual a verdadeira aparência da vitória?


Como é a vida vitoriosa para o pecador? Ausência de pecado? A derrota de Satanás em todas as tentações? Terminar o campeonato sem uma derrota sequer? Se for essa a medida, então estou fora. E, acredito, todos falhamos, e continuaremos a falhar, sem alívio.


No meu próprio caso, dando a mim mesmo o benefício da dúvida, calculo que consigo resistir, talvez, em 95% dos casos de tentação. Porém, como o número de tentações que enfrentamos é enorme, ainda há quedas demais!


Claro que nos 45 anos de minha vida cristã, falhei, e não apenas na área da luxúria. Existem pecados muito mais graves do que relação sexual com uma revista. Para mim, os maiores problemas são irritabilidade e raiva. Para outros, arrogância, acusação ou legalismo.


Vida vitoriosa, tendo em vista nossa natureza pecadora, não é ausência de pecado, mas sim saber o que fazer quando pecamos. Em 1 João 2.1, a Bíblia diz: “não pequem”. O desejo de João era que seus seguidores não pecassem. Mas o versículo prossegue: “Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo”.


Quando peco, estou pronto a confessar rapidamente. E, quando confesso, acabo com o poder de Satanás, o enganador, o adversário que deseja me fazer acreditar em mentiras (“eu não fiz nada errado”, ou “meu pecado é tão horrível que não sirvo mais para trabalhar para Deus”). Pela confissão sincera, minha força para lutar contra a próxima tentação aumenta muito, pois sei que o inimigo não tem nada que possa usar como acusação contra mim. Cristo é meu defensor diante do Pai, Ele afirma que fui perdoado. Satanás não tem nada a dizer.


Nunca duvidei, desde o momento da conversão, da palavra de Deus sobre seu amor por mim. É essencial entendermos que Deus nos ama e nos aceita – inclusive quando falhamos. Essa verdade tem me sustentado. Mesmo rejeitado por causa de meus pecados, ou por falar neles, sempre senti o amor de Deus. Nunca duvidei da palavra dele quanto ao amor por mim. Tenho um convite em aberto para voltar a Ele assim que estou pronto a admitir que, mais uma vez, o pecado me venceu.


O amor de Deus não é uma licença para pecarmos. Graça, sem disciplina, pode levar à desgraça. Embora Deus perdoe minhas desgraças, como líder cristão, se houver muita desgraça, minha credibilidade e a capacidade das pessoas confiarem em mim acabarão. Paulo falou: “esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1 Coríntios 9.27). Se eu não tivesse enfrentado meu problema logo e o mantivesse em uma área restrita de minha vida, o pecado poderia ter crescido ao ponto de me desqualificar. Só pelo poder de Cristo sou capaz de me colocar sob sujeição.


Passei a prestar contas à minha esposa sobre a área da lascívia, e ela tem sido uma imensa fonte de afirmação para mim. Ora por mim, ouve quando conto as lutas ocasionais e jamais me condena. Lembro que contei a ela, hoje já mais velho, que uma olhadela rápida em pornografia havia causado um grande impulso físico em mim. “Bem,” disse ela, “pelo menos isso prova que você ainda tem alguma coisa”. Posso ser sincero com minha esposa, e ela comigo.

Um pecador ensina pecadores


Esforcei-me para sustentar as pessoas que me procuraram para um relacionamento de orientação. Como criaturas inclinadas ao pecado, somos incapazes de controlar sozinhos nossos pecados. Precisamos de gente que aceite que somos pecadores e que nos impeça de ceder ao pecado.


Meu ministério mais especial como “mentor” começou com minha confissão em público. Fui convidado para falar na conferência missionária em Urbana (EUA), em 1967. Minha mensagem não tratava de missões. Falei sobre pecado sexual. Foi a primeira vez que dei testemunho para um grande público. Alguns ficaram incomodados com minha franqueza, mas disse a esses jovens que eles, como eu, precisavam se arrepender da imoralidade sexual. Cerca de 4.000 se responderam ao apelo, muitos chorando de arrependimento. Já preguei três vezes em Urbana depois disso e, todas as vezes, as pessoas me cercam à procura de alguém que as ouça a respeito de suas lutas sem as condenar, e as leve de volta a Cristo.


Um jovem que estava no campo missionário me escreveu, pedindo que eu me encontrasse com ele na fronteira do país em que estava. Sofria muito por seu pecado. Não conseguia nem verbalizar; então digitou em uma página a descrição de seus vícios. Eu o coloquei como meu companheiro de trabalho por um ano (sempre tive alunos viajando comigo). Assim, tivemos tempo para trabalhar nos problemas dele, que voltou ao campo missionário e hoje tem uma esposa e uma família maravilhosas.


Ele precisava de alguém que lhe dissesse, com base na experiência própria, que há esperança. Com muita freqüência a igreja dá idéias falsas sobre santidade. Todos nós queremos amadurecer em santidade, mas leva tempo. O crescimento vem com a idade e a experiência. Princípios legalistas não são a resposta para o mistério do pecado humano. Aconselhei aquele jovem a buscar o equilíbrio entre graça e disciplina. E o incentivei a ler mais. Livros sobre os heróis da fé têm de ser fermentados com a aclamação sincera dos fracassos deles. Até os maiores de nós são tão pecadores quanto santos. Precisamos mirar exemplos realistas dos que buscaram padrões santos e, dando dois passos à frente e um para trás, nos aproximarmos deles.


Líderes que admitem sua vulnerabilidade e até suas falhas, mancam. Porém, suponho que seja isso que faz com que os feridos consigam alcançá-los e pedir ajuda.


O serviço a Deus é acessível aos deficientes.


Ainda jovem na fé, eu estava na porta de uma boate em Indianápolis, distribuindo folhetos. A programação da noite chamou minha atenção, e logo eu estava sentado na terceira fila, assistindo o show. Era strip-tease. Em poucos minutos, fui tomado de emoção. Percebi onde estava – o evangelista, com os bolsos repletos de folhetos, olhando com cobiça as jovens que tiravam a roupa, peça por peça. Corri para fora, fui até o ponto de ônibus mais próximo, onde havia uma cabine telefônica. Não peguei o fone, mas chamei Deus:


“Ó Deus!”, clamei. “Perdão, perdão”.


Não senti o perdão, mas sabia que Ele havia prometido nos perdoar. Minutos depois, comecei a dizer a mim mesmo: “Fui perdoado. Obrigado, Senhor”. E saí da cabine.
Mas, depois do perdão vem a condenação. “Deus não pode usar você. Você o decepcionou”, disse o acusador.


Antes que eu conseguisse dizer qualquer coisa, um homem andou em minha direção. Pensei que ia me perguntar sobre o horário do ônibus, ou alguma outra informação, mas ele começou a me contar seus problemas. Em poucos minutos me perguntou: “Qual a solução?”. Uma hora mais tarde ele se ajoelhou perto do Memorial de Guerra em Indianápolis e entregou a vida a Jesus Cristo.


Eu nunca conseguiria inventar uma história tão boa.


Satanás queria me ver na boate, afundando cada vez mais na degradação da luxúria e da pornografia. O segundo plano era me fazer ficar preso na angústia da cabine telefônica pelo resto da vida. Porém, pela graça de Deus, pelo meu arrependimento e no recebimento do perdão pela fé, voltei ao plano de Deus e Ele me usou para levar aquele homem à salvação.


Se algum dia eu viesse a precisar da evidência do perdão e da restauração, já tinha. Sou um pecador. Venho me fortalecendo com o passar dos anos. Arrasto-me até a cruz quando peco e descubro que Deus ainda me ama, continuando a me usar para levar outros a Cristo. Isso é graça, concorda?



George Werwer

É diretor internacional de Operação Mobilização

Organização missionária mundial com sede em Londres, na Inglaterra.

22 agosto 2008

Pensamentos a respeito da Vida e Morte


Hoje (Sexta, dia 22 de agosto de 2008), quando estava a caminho de um dos bancos de Anápolis, fui surpreendido por um jovem em uma das esquinas do centro da cidade, onde atualmente resido.Num primeiro momento achei que o mesmo estava entregando panfletos de candidatos a prefeito, pois estamos num período eleitoral. Acabei por pegar aquele papel o qual ele estendia em minha direção. Ao começar a ler vi a seguinte pergunta: "Existe vida após a morte?". Interecei-me pelo tema, pois é uma pergunta cujo Evangelho do Senhor Jesus responde afirmativamente: "eu sou a ressurreição e a vida, aquele que em mim crê, ainda que morra viverá!" (João 11.25). "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho para que todo o que nele crê tenha vida eterna" (João 3.16). Contudo, não era a resposta do Evangelho que estava contida naquele folheto, mas a espírita e um convite: "Conheça o Espiritismo".
É interessante a "religiao dos mortos" falar a respeito da vida após a morte, mas o é também interessante o fato de a Religião da vida falar a respeito da morte após a vida. O que desejo com minhas palavras? É simples. Dizer que não existe somente vida após morte, como também existe morte após a vida. O que parece ser tão claro é bastante ignorado, principalmente pela maioria das outras religiões. Sendo o medo de morrer, pois não se sabe o que há depois, um dos principais causadores de ansiedade no coração humano desde seus primordios (podemos dizer, desde a queda), talvez nenhuma outra religião tenha duas afirmaçoes tão claras de forma tão convicta com relação a o pós-morte.
O Espiritismo, por exemplo, não toca em morte após a vida. De acordo com esta doutrina, tão conhecida em nosso país, o que há é um mundo onde somente a possiblidade de vida para os mortos existe, e lá estes esperam voltar à vida no mundo dos vivos. Ou seja, nunca se fala em possibilidade de um caminho sem volta, de um fim da existência humana. Assim sendo, os que alcançam a condição de iluminação plena, ou plena evolução, quando morrem não voltam; os que a não alcançam voltam numa constante luta física para ficarem no pós-morte num lugar melhor!
A Bíblia contudo, não se furta em falar e afirmar que há morte após a vida. Após a morte, a vida é uma possibilidade para os que crêm. É eterna! Mas ao findar o ciclo da vida, a aniquilação, a morte eterna, também pode ocorrer ao ser humano! Afinal, não é a vida um dom gratuíto de Deus em Cristo Jesus, e a morte o salário do pecado ( e aqui não se refere a primeira, mas a segunda) Romanos 6.23. Desta forma, podemos ver que há seriedade na Revelação quando esta fala a respeido da morte após a vida!
E, sendo verdadeira, como é a afirmação de Cristo Jesus em João 11.25, como também a de Paulo em Romanos 6, afirmo ainda que, ao contrario do ensino de quase todas as outras religiões, a possilidade da vida pós-morte não está contida no próprio ser humano e suas atitudes. Não vem deste o poder ou não viver. A vida após a morte não depende da vontade humana. Ela vem de outro lugar, e existe devido a vontade divina, além do ser humano (Gn 2.6; João 1.4; João 10.28). Assim também a morte. Pois o que dá a vida é o que pode tirar (Jó 1. 21; Lucas 12.5), e, segundo seus designios o faz, e, segundo estes, decidiu que entre viver e continuar morto após a vida, depende de se estar ou não em Cristo Jesus. Crer ou não nEle (João 6.54).
Por isto, quero dizer: existe vida depois da morte, mas também existe morteapós a vida. A vida está em Cristo (João 6: 35 e 48; João 14.6) e é para todos que nEle estão escondidos em Deus (Colossenses 4.3-4). A morte, está fora dele, e é para todos que jazem no maligno. Onde você está?


Cleber B. Gouveia
Ministro do Evangelho de Jesus Cristo,
e pastor da IPI de Santa Rosa do Descoberto, Goiás
e colaborador do site www.falaremdeus.blogspot.com

12 agosto 2008

Qual a Sua lista?

A Graça e a Paz em Cristo Jesus!!!
Há muito tempo não posto nada neste espaço. Isto se deve a vários fatores: correria, cansaço, que se resumem muitas vezes na expressão: "falta de inspiração!". Sei que muitos poderão dizer: "mas a inspiração não vem da vivência no Espírito e com a Palavra?". Sim, é verdade, mas às vezes escrevemos, mas não nos sentimos tão inspirados a postar, ou muitas vezes pregamos, como temos feito, e não nos sentimos "inspirados" a escrever de forma organizada, segundo o que textos escritos exigem. Outras vezes, estamos "inspirados", mas impedidos de escrever. O certo é que já faz muito tempo que não compartilho aqui e em outros lugares (como o jornal ESTANDARTE) aquilo que tenho vivenciado com o Pai, o Filho e o Espírito. Creio que isto pode ser edificante também.
Contudo, em respeito aos irmãos e irmãs que têm carinho e amor pela nossa vida e ministério, hoje posto um texto de um irmão que muito tem abençoado a minha caminhada cristã: Rev. Ézio Martins de Lima.
Espero logo poder compartilhar algo de própria autoria. Orem por mim!
Cleber B. Gouveia.
“O amor não guarda rancor.”
1 Coríntios 13:5.




Você conhece a história do homem que foi mordido pelo cachorro? Quando ele soube que o cachorro estava raivoso, ele começou a fazer uma lista. O médico disse a ele que não havia necessidade de fazer um testamento, que a raiva poderia ser curada. “Oh, eu não estou fazendo um testamento,” ele respondeu. “Estou fazendo uma lista de todas as pessoas que eu quero morder”.

Não poderíamos todos nós fazer uma lista assim? Infelizmente a gente aprende (sem querer, mas aprende!) que amigos não são sempre amigáveis, não é verdade? Que vizinhos não são sempre prestativos. Que tem gente que nos induz a fazer coisas erradas. Como ouvi de uma pessoa querida esta semana, às vezes somos “levados pela lábia” dos outros...

Ah, você já aprendeu, não aprendeu, que uma promessa feita nem sempre é uma promessa mantida? Mesmo que alguns digam “sim” olhando nos nossos olhos, podem facilmente dizer “não” às nossas costas.

Você já aprendeu, não aprendeu, que nós temos a tendência de revidar? De manter listas e mostrar os dentes e rosnar para as pessoas de quem não gostamos? Qual a sua lista dos “mordíveis”? Desculpe, não quero ofender você (esteja certo que estou me incluindo aqui também!!).

Neste dia, que tal entregar esta lista para Deus? Jesus, nosso amado Jesus, quer que você deixe a lista na cruz. Acredite, fazer isso será maravilhoso para você!

Rev. Ézio Lima
Pastor da IPI Central de Brasília
Secretário Geral da Assembleia Geral da IPIB e Secretário de Ação Pastoral da IPIB
Amigo de Longa data.

07 março 2008

ANDANDO COM DEUS EM TEMPOS DE CRISE


Não desaparecia de diante do povo a coluna de NUVEM de dia, nem a coluna de fogo de noite.
Êxodo 13.22



Estamos diante de um momento extraordinário de uma experiência humana com o seu Criador. E isto em momento de crise. Deserto representa muita coisa, dentre elas, momentos de crise. É no deserto onde se teme pela vida, pois é um lugar inóspito. Nele, teme-se a sede, teme-se a fome, uma vez que há poucos oásis, lugares onde há água doce em abundância, e comida é algo que não se pode obter em lugares assim. Terra seca já não se pode plantar para colher, quanto mais um lugar onde somente há areia e rochas. Assim é o deserto que o povo de Israel está neste momento.

Acrescentamos a isto o fato de que o povo, apesar de acostumado a viver no deserto, uma vez que o Egito é pleno deste tipo de solo, vivia às margens do Rio Nilo, um lugar seguro, propicio à vida. Agora, entretanto, estavam somente num deserto árido. Além do mais, não sabiam para onde iriam, ou melhor, sabiam que havia uma terra como promessa onde a vida era abundante em comida, água e guloseimas como o puro mel. Mas, como chegar até lá? Como enfrentar a morte presente no deserto. O que fazer?

Sabe, às vezes muito se parece a nossa condição de vida com a destes homens e mulheres. Às vezes passamos por circunstâncias onde temos um grande desafio a vencer, sabemos o que colheremos se o transpormos, mas reconhecemos também não saber como fazê-lo. Quantas sãos as crises pessoais, em família, no trabalho, nas relações interpessoais. Quantas vezes são as lutas contra enfermidades, contra a falta de perspectiva de um futuro melhor. Às vezes sentimo-nos em meio a um deserto, enfrentando calor e frio fortes, uma sede insaciável em nossos corações, e nos deparamos com quilômetros de areia e nenhum oásis onde possamos descansar e renovar nossas forças. Por isto, entendo que o texto nos é propício, nos é importante. Apesar de não estarmos passando pela mesma experiência de estarmos num deserto, também temos nossas crises, e, da mesma forma, podemos contar com a presença do nosso Deus a nos ajudar.

É isto que percebo neste texto. Desde o início de nova história para os descendentes de Abraão, Isaac e Jacó, há um Deus que olha por eles, o qual ouve o clamor que de seus lábios sai, e não se mostra indiferente. Não seria de outra forma na caminhada até a terra prometida. Ali, no deserto, corações foram provados, mas não pela ausência do Senhor, pelo contrário, foi em Sua presença que tudo aconteceu. Lembro-me aqui de uma passagem ainda nesta caminhada onde o Senhor se mostra “cansado” da dureza dos corações, mas se mostra propício ao clamor de Moises que lhe diz não poder continuar sem a Sua presença, mesmo que Seu poder fosse dado capacitando-os a enfrentar e vencer até conquistarem a Terra da Promessa feita a Abraão.

Amados, amadas, Deus é um Deus de perto, propício, e presente em nossos momentos de crise.

Na história do povo no deserto, muitos se desesperaram, não confiaram, murmuraram, rebelaram, e por isto se perderam em suas crises pessoais e por elas foram levados a morte e distanciados da promessa, mas, não porque o Pai assim o quis. Pelo contrario! Ele foi misericordioso para com os que se arrependeram e contritos voltaram seus corações para Ele. A estes, saciou-lhes a fome e a sede. Aos que confiaram nas promessas, foi-lhes dado caminhar por 40 anos e não terem privação de direção durante o dia e proteção a noite; suas roupas não se desgastaram, nem suas sandálias. Deus lhes proveu tudo para que pudessem continuar firmes e em paz em meio a um lugar tão inóspito.

Sei que eu e você temos nossas crises, e como são constantes. Nossos corações são corruptos; o inimigo está ao derredor tentando-nos devorar; as lutas e provações tentam submergir nossas almas até afogá-las em rios de magoas, ódio e dor. Jesus Cristo, porém, é o Deus conosco, o advogado que intercede por nós, e, Seu Espírito, nos auxilia na fraqueza intercedendo por nós com gemidos inexprimíveis diante do Pai.

Portanto, não sejam como os que murmuraram, nem como os que não creram e decidiram seguir seus próprios caminhos. A estes a crise os engoliu, pois fez ruim debaixo de seus pés o chão e os tragou para a morte. Confie, coloque diante do Senhor todas as suas súplicas, orações e ações de graças em o nome do Senhor Jesus Cristo, e sinta a paz de Deus exceder todo entendimento e compreensão humana, e guardar para a vida eterna e para o gozo no Pai, coração e mente.

Lembre-se, o nosso Senhor Jesus Cristo é o Deus presente em nossos momentos de Crise, auxiliando-nos em todos eles, para nossa alegria, e para a sua Honra, Gloria, Louvor e Adoração, amém!

Cleber B. Gouveia
Pastor da IPI de Santa Rosa do Descoberto
Igreja Rural Centenária da IPI do Brasil em Goiás.

06 fevereiro 2008

DEUS ABENÇOE ESTE CARNAVAL!


“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus” Rm. 3:23


Deus abençoe este carnaval para que tenhamos menos tragédias, menos mortes, menos crianças sem pai, infectadas com o vírus da aids daqui a nove meses. Deus abençoe este carnaval para que nossos hospitais consigam atender a demanda que nesse período do ano bate seu recorde. Deus abençoe para que haja pessoas mais conscientes, menos embriagadas no trânsito. Deus abençoe para que no refulgir da adrenalina, venha a seguir a ressaca, trazendo uma tristeza que possa conduzir o homem ao Criador e reconhecer que é melhor uma vida constante em sua presença do que poucas horas mergulhado nos delitos e pecados.

Deus abençoe este carnaval para que nossos retiros espirituais cumpram com seu propósito de enriquecer a vida espiritual de seus participantes de tal sorte que tenham sensibilidade no retorno para suas casas, devendo agora ter capacidade para evangelizar, exortar e consolar as pessoas frustadas e entristecidas pela ausência de Deus e os excessos cometidos na carne.

Deus abençoe este Carnaval para que embebidos da palavra e do espírito os crentes, estejam preparados para durante o ano, responder aos anseios das pessoas sem Cristo. Que Deus abençoe nos conduzindo às pessoas que Ele quer salvar sem reservas como Pedro na visão do lençol onde Deus lhe ordena para matar e comer, enquanto que ele olhando para sua “pureza” lhe responde: “Não Senhor Jamais comi coisa comum e impura”, ao passo que Deus lhe replica: Não consideres impuro ao que Deus purificou.

Que Deus abençoe este Carnaval para que deixando os preconceitos o despreparo e a acomodação que barram o crescimento da igreja, saibamos aproveitar as oportunidades sabendo responder a cada um conforme a necessidade, e transmitamos graça aos ouvintes, de tal sorte que nos vejam como modelos de vida cristã e almejem estar no nosso meio. Deus abençoe este Carnaval para que os inúmeros frustrados com a vida na carne encontrem simpatia, guarida e refúgio no melhor lugar do mundo de se viver, a igreja. Que ao chegarem aqui não façamos como Pedro considerando impuro ao Que Deus purificou, mas como o próprio Mestre na ocasião daquela prostituta que os fariseus queriam apedrejar, para a qual disse: “os seus pecados estão perdoados, vá e não peques mais”.

Que Deus abençoe este Carnaval e dê ao seu povo maturidade, para entender que é portador da única mensagem que pode resgatar o homem da vida de pecado. Sendo assim ter conciência da grandiosa obra do Espírito Santo na vida de pessoas desprezadas, improváveis, difíceis, pecadoras e inúteis. É este tipo de gente que Ele chama, converte e traz para sua agência de tratamento e proclamação, a IGREJA.

É neste lugar que Eu e Você estamos sendo chamados nesta mesma condição, porém purificados pela ação poderosa de Deus em nossa vida. Portanto com esta mentalidade possamos nos preparar para receber todos a quem Deus quer Salvar, sem restrição, sem preconceitos, sem legalismo ou pensamento de superioridade, mas conforme a oração do publicano: “Sê propício a Mim pecador”.
DEUS ABENÇOE ESTE CARNAVAL!

Pr. Carlos Souza Silva
Pastor Auxiliar da Igreja Presbiterina do Novo Horizonte
Goiânia, Goiás.

28 janeiro 2008

O tanque

Ricardo Gondim.

Era uma vez, uma cidade muito, muito importante; considerada o centro do mundo porque fatos notáveis aconteceram em suas colinas. Primeiro conhecida como a cidade de Davi, depois Jerusalém, ela se tornou a sede da religião dos judeus, cristãos e muçulmanos - que a consideram sagrada.

Em Jerusalém havia um chafariz que ficava próximo de uma feira de animais. Como sempre foi uma cidade bem mística alguém começou a dizer que as águas desta fonte eram miraculosas. Rapidamente, a notícia ganhou dimensões extraordinárias e espalhafatosas; no mercado, dizia-se que um anjo vinha do céu uma vez por ano, movia as águas e o primeiro doente que mergulhasse, seria curado.

Multidões se formaram, todos aguardando um milagre. A administração municipal de Jerusalém, interessada na romaria, mas também por razões humanitárias, resolveu construir um pavilhão para abrigar tanto enfermo. Edificaram um prédio imponente, com um alpendre de cinco pavimentos, que se lotava de paralíticos, cegos e doentes de toda a espécie. Devido a essa enorme expectativa, sempre adiada, de que uma pessoa (só uma) seria brindada com um milagre, o lugar foi denominado, ironicamente, de Betesda - que significa “casa de misericórdia”.

Conta-se que muitas famílias, para se verem livres dos doentes, os abandonavam nos alpendres do tanque de Betesda. Os ricos compravam escravos para os ajudarem a entrar nas águas. Alguns alugavam as bordas mais próximas, que possibilitavam melhor acesso. Todos queriam o seu milagre e, lógico, os mais abastados, sagazes e famosos, se sentiam perto da graça.

Os pobres e os doentes graves, os destrambelhados, acabavam no fundão do tanque. A esperança deles desvanecia, mas logo chegavam notícias, aqui e acolá, de que alguém acabava de receber o seu milagre - no mercado ao lado, os agraciados contavam sua história e os crédulos e atentos peregrinos que visitavam Jerusalém retransmitiam os testemunhos. Assim, a esperança de cura ficava adiada por mais um ano.

Jesus não vivia em Jerusalém. Aliás, ele residia longe desse ambiente supersticioso – em Cafarnaum, mas sabia dos boatos. Em uma de suas visitas à cidade, resolveu visitar o tanque de Betesda. Com certeza, o que viu foi pior do que lhe contaram.

As pessoas afirmavam que o anjo descia até o tanque anualmente, mas ninguém sabia a data exata. Irrequietos, os doentes mais hábeis saltavam, esporadicamente, para se anteciparem ao anjo. A confusão era constante. Os que se sentiam melhor, corriam pelos corredores gritando “aleluia” e outros, nervosos e frustrados, desmentiam os milagres. Vez por outra, levantavam-se profetas prevendo o dia preciso em que o anjo visitaria o local.
Certos doentes jaziam por anos e anos em total mendicância, esperando o momento da cura que não chegava nunca. O estado de alguns era deplorável. Escaras cheiravam mal e piolhos podiam ser vistos a olho nu nos cabelos de certas mulheres.

Diante dessa realidade tão perversa, Cristo passou ao largo dos mais capazes, dos mais ricos e dos que menos precisavam de cura; dirigiu-se para um dos cantos esquecidos do tanque de Betesda e encontrou um homem que esperava por seu milagre há trinta e oito anos. Ninguém sabe seu nome, mas, com certeza era um pobre; sua família, ocupada com a sobrevivência, se esquecera dele fazia algumas décadas.

Jesus aproximou-se do paralítico e perguntou: “Você quer ser curado”? Ele respondeu dentro da lógica que aprendera: “Senhor, não tenho ninguém que me ajude a entrar no tanque quando a água é agitada. Enquanto estou tentando entrar, outro chega antes de mim”. De um só fôlego, Jesus ordenou: “Levante-se, pegue a sua maca e ande”. Imediatamente o homem pegou a maca e começou a andar.

A passagem de Jesus pelo tanque de Betesda aconteceu num sábado, o dia sagrado dos judeus, porque ele tinha um propósito: mostrar que a religião se preocupa, prioritariamente, com a sua estabilidade. Os religiosos sobrevivem da ilusão e não têm escrúpulos de gerar falsas expectativas em pessoas fragilizadas.

Quando aquele senhor abandonou o tanque de Betesda com a sua maca nas costas, Jesus deixou uma mensagem para a cidade de Jerusalém: "Os milagres que procedem de Deus não premiam quem souber se mostrar hábil, santo ou rico – Deus não faz acepção de pessoas, nem busca transformar os espaços religiosos numa corrida desenfreada pela bênção onde só os mais fortes sobrevivem".

O tanque de Betesda é metáfora que lembra a humanidade que Deus olha graciosamente para os desfavorecidos, para os que não têm a menor possibilidade de se safarem dos torniquetes perversos da injustiça, para os mais indefesos – órfãos e viúvas, por exemplo.

Cristianismo deve, portanto, assumir o compromisso de continuar visitando os campos de exilados (Darfur), as clínicas de Aids (África do Sul), as periferias miseráveis das grandes cidades (Brasil) para anunciar a mais alvissareira de todas as notícias: Deus não se esqueceu dos pobres.

Soli Deo Gloria.
Texto retirado do site www.ricardogondim.com.br

26 outubro 2007

DÁ-NOS IR À SUA PRESENÇA A CADA DIA SENHOR!

“...o pão nosso de cada dia nos dá hoje;”
Mateus 6.11

Oração é um tema da vida cristã no qual tenho refletido muito ultimamente. De forma específica, tenho pensando a respeito da oração que Jesus ensinou aos Seus discípulos, a qual conhecemos como sendo a “Oração Dominical” – apesar de entender pelo relato bíblico que não se deva orar a mesma somente aos domingos. E ao meditar sobre esta oração me pego pensando especificamente no verso que diz: “... o pão nosso de cada dia nos dá hoje”. Nele fui levado a várias passagens bíblicas, como a do maná dado no deserto e que não se podia guardar para depois – o povo deveria aguardar por Deus no outro dia –, como também em versos como os dos Salmos 84.7 e 42.2. Bem, gostaria de compartilhar algumas considerações que meu coração trouxe a mim a partir do texto de Mateus. São reflexões simples, e que exponho a seguir, entendendo que ao pedirmos o “pão de cada dia” estamos:

a) Reconhecendo nossa dependência de Deus: isto é reconhecer que toda a provisão do dia começa e termina nEle. O pão que nos fortalece pela manha não vem de nós. Não resulta tão somente em um esforço isolado de mãos calejadas. É parte integrante do Dom da vida dada por Deus. Orar “dá-nos o pão nosso de cada dia” é fazer referencia a uma existência a qual, sem Deus, não resistiria aos desafios que se apresentam já pela manhã, e se estendem por todo dia. É declarar que nossa existência neste dia depende da ação de Deus em favor de nós já no pão colocado sobre a mesa junto ao café e o leite, a qual se estende sobre a benção do ir ao trabalho, do almoçar, da volta pra casa, do jantar em família, e do sono tranqüilo até o ciclo do novo dia, no qual, pela manhã, novamente vamos diante dEle receber de Sua mãos a provisão pra continuidade da vida.

b) É reconhecer, portanto, que a vida e tudo o que temos advêm dEle: é dizer: “sabei que o Senhor é Deus: foi ele quem nos fez e dele somos; somos o seu povo, e rebanho do seu pastoreio.” (Salmo 100.2). Nós seres humanos somos os únicos seres criados cuja existência não está plena em nós mesmos. Não sou ser humano em mim mesmo, mas minha existência aponta para além de mim. Isto porque Ele colocou a Sua Imagem e Semelhança em nós. Portanto, só podemos existir enquanto imagem e semelhança de Deus. Assim sendo, orar “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” é reconhecer que o salário do pecado é a morte, mas, o da vida eterna (a qual já se vive no hoje, e se viverá no amanhã, é o Dom gratuito de Deus (Romanos 3.3). É ser livre da auto-suficiência que nos escraviza e nos impossibilita viver a vida em Sua plenitude. É orar reconhecendo o Senhor em todos os nossos caminhos (Provérbios 3.6), dizendo: “durante o dia, me concede a sua misericórdia, e à noite comigo está o seu cântico, uma oração ao Deus da minha vida.” (Salmo 42.8). Desta forma, não há como fugir do fato de que tudo em nossa vida vem dEle. Reconhecer isto a cada manhã, faz parte da oração que pede: dá-me mais do Pão da Vida neste dia, Senhor (João 10.10).

c) É também a única forma de nos vermos dia a dia diante de Sua face, a cada manhã: mais que uma declaração de dependência, orar pedindo “o pão nosso de cada dia nos dá hoje” é ir diante dEle, do Rei, e estar com Ele arrazoando a respeito de nossas expectativas diárias, e fazer a entrega das mesmas diante dEle, na certeza de que isto nos trará Sua paz que excede todo entender (Filipenses 4. 6-8). Às vezes, vive-se na dependência de alguém sem sequer conhecer sua face. Um empregado de uma fazenda em Goiás pode ter todo o sustento de sua vida no pagamento feito por seu patrão na Itália, sem sequer ter estado com ele durante toda uma vida. Hoje em dia há filhos que estudam, comem, vestem, andam de carro, sem sequer falar com seus pais durante o dia, talvez semanas ou meses. Dizem que são os desencontros da agenda. Quantos cristãos não vivem assim, acordando, comendo, trabalhando, descansando no turno da noite, afirmando que tudo vem de Deus, mas não têm um minuto do dia diante da face do seu Deus? A oração do Pai nosso nos livra disto, e nos faz todos os dias aparecer, como diz o Salmos 84.7, ante a face do Senhor: “Vão indo de força em força; cada um deles aparece diante de Deus em Sião.”. Pois, cada vez mais ao orarmos pela manhã pedindo “o pão nosso de cada dia”, mais somos tomados pelo desejo de estar diante do Rei. Passamos dos que antes não tinham tempo para ali estar, aos que agora dizem como o salmista “A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: quando irei e me verei perante a face de Deus?” (Salmo 42.2).

Graças a Deus porque por Seu Filho, o Senhor Jesus Cristo, temos acesso livre, contínuo, eterno para a Sua presença Santa (Hebreus 10.19ss).

Aprendamos a orar a oração que o Senhor nos ensinou. Ela nos faz andar no caminho da comunhão, da intimidade, da dependência, do reconhecimento, do testemunho que glorifica, do não esquecimento de quem é o nosso Deus, e de que tudo que somos e temos vem dEle.

Assim seja Senhor a nossa vida! Um dispor diário para estar contigo pelo que Tú és Senhor, celebrando o que fazes por nós, em Cristo Jesus, Teu Filho no qual tem prazer, e em quem todos somos feituras Sua cada dia mais pelo Teu Espírito, amém.

“Bom é render graças ao Senhor, e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã as tuas misericórdias, e, durante as noites, a tua fidelidade...”. Salmo 92.1-2.

Cleber Batista Gouveia.
Pastor Auxilidar da 1ª. IPI do Distrito Federal,
e colaborador do site: www.falaremdeus.blogspot.com

28 setembro 2007

Se você sabe, por que não tem os pés formosos?

Em um dia de sol quente do mês de setembro deste ano, estive vendo uma pregação do pastor Ariovaldo Ramos a respeito dos pés formosos de quem anuncia as boas novas (Isaías 57.12 e Romanos 10.15). Nele, Ariovaldo nos faz refletir a respeito da expressão “pés formosos”, e do “por quê?” o texto bíblico fazer referência a respeito dos pés, e não as mãos? Ariovaldo diz mais ou menos assim: “os pés formosos assim o são, pois quando estão em movimento, expressam um coração que já se dispôs a anunciar as boas novas, as boas noticias de Deus para a humanidade decaída, alvo de Seu amor e de Sua Graça em Cristo Jesus”.

Ariovaldo falou ainda, nesta série de palavras sobre missão, a respeito de sabermos o mistério do Senhor revelado em Cristo Jesus. O mistério da reconciliação pelo Seu Corpo e pelo Seu sangue, e clamou em alta voz para que a Igreja fale deste mistério.

Quinta-feira, dia 20 deste mesmo mês de setembro, estava lendo as recomendações de Paulo ao seu filho na fé, o jovem pastor Timóteo: Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem,2 - 6 o qual se deu a si mesmo em resgate por todos, para servir de testemunho a seu tempo; 2 - 7 para o que (digo a verdade, não minto) eu fui constituído pregador e apóstolo, mestre dos gentios na fé e na verdade. (I Timóteo 2. 5-7)

Refletindo no que o Pr. Ariovaldo Ramos disse em seu sermão, e no que Paulo diz em sua carta, creio ser hoje o tempo oportuno e urgente para o anúncio deste mistério de Deus revelado em Cristo Jesus: de que Ele morreu pelo pecado de todos os homens, pois o desejo do Pai é que todos sejam salvos (versículo 6n). E creio também que a mensagem não deva ser pregada somente pelos jovens pastores como Timóteo, ou pelos antigos como Paulo, mas por todos os crentes, sacerdotes reais, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, chamado das trevas para proclamar as virtudes daquEle que os libertou (1a Pedro 2.9-10).

Desta forma, recorrendo ao clamor de Ariovaldo Ramos, gostaria de dizer como ele: “você sabe”, “você sabe”, pois o mistério da reconciliação de Deus foi revelado a você, pois Ele está em você; Cristo está em você!(Efésios 1.9; Colossenses 1.26-27). E, se o Espírito Santo tem sido Consolador em sua vida, com certeza não somente tem ensinado a respeito da salvação, como ainda tem manifesto a presença do Cristo de Deus, ressurreto, poderoso, e, uma vez manifestas as virtudes dEle em você (I Pedro 2.9), em nós, não se pode negar o chamado, não se pode negar o proclamar estas mesmas virtudes ao ser humano decaído, carente da gloria de Deus (Romanos 3.23).

Por isto, de forma bem simples e sucinta, quero dizer: “você, eu, temos a mente de Cristo (I Coríntios 2. 16) . Você, eu, somos chamados a fazer as mesmas obras e obras maiores (João 14.12). Assim sendo, anunciar as boas novas será sempre algo inerente a nossa jornada Cristã, inerente a nossa vida cristã normal que eu, e você, recebemos do Pai em Cristo Jesus, o Pão da Vida”.

Cleber Batista Gouveia. Pastor Auxiliar na 1a. IPI do Distrito Federal e Cooperador no blog www.falaremdeus.blogspot.com

12 agosto 2007

Aprendendo a ser pais com nosso Pai....

Gênesis 1 - 26 E disse Deus: Façamos o homem à nossa IMAGEM, conforme a nossa semelhança [...]
Gênesis
5 - 3 Adão viveu cento e trinta anos, e gerou um filho à sua semelhança, conforme a sua IMAGEM, e pôs-lhe o nome de Sete.

Hoje, nós brasileiros comemoramos uma data muito importante: o dia dos pais. Dia em que se comemora a existência de pessoas do sexo masculino, cuja missão recebida de Deus, juntamente com a mulher de sua mocidade, é a de prover aos seus filhos e às suas filhas condições para que possam viver melhor a vida, como também aprenderem administrá-la.

Considero esta uma Tarefa complexa, por isto difícil, cujos desafios se mostram cada dia maiores, diversos, dinâmicos. Junte-se a estes o fato de nossa geração ter como principal característica o questionar as autoridades constituídas, o que piora ainda mais a administração de tão grande responsabilidade.

Mas, os pais, apesar de todas as lutas e desafios, continuam a cuidar de seus filhos, e a amá-los mesmo quando são rejeitados. Por que isto? Penso que a resposta está na criação.
Gênesis
1 - 27 Criou, pois, Deus o homem à sua IMAGEM; à IMAGEM de Deus o criou; homem e mulher os criou.

Vejo que o pai, como imagem e semelhança de Deus, o Pai, refletem algo que lhes fora comunicado pelo Senhor: o amor incondicional! Quando olhamos para a Bíblia não podemos negar isto. Em textos como a Parábola do filho prodigo, ou em textos com Jeremias 31, vemos um Deus que se revela como tal. É provedor, garladoador, perdoador, restaurador, que conduz, dá terras por herança, orienta, salva, luta pelos seus filhos, e os abençoa com Sua presença e poder.

No novo testamento, vemos a imagem de Deus como Pai ainda mais forte na pessoa do Senhor Jesus. Quando o Deus Filho se faz homem, logo assume sua condição de Filho:

Mateus 7 - 21 Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de MEU PAI, que está nos céus.
Mateus
10 - 32 Portanto, todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante de MEU PAI, que está nos céus.
Mateus
11 - 27 Todas as coisas me foram entregues por MEU PAI; e ninguém conhece plenamente o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece plenamente o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar.
Mateus
12 - 50 Pois qualquer que fizer a vontade de MEU PAI que está nos céus, esse é meu irmão, irmã e mãe.
Mateus
18 - 19 Ainda vos digo mais: Se dois de vós na terra concordarem acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por MEU PAI, que está nos céus.
Mateus
18 - 35 Assim vos fará MEU PAI celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.
Mateus
26 - 39 E adiantando-se um pouco, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: MEU PAI, se é possível, passa de mim este cálice; todavia, não seja como eu quero, mas como tu queres.

Todos estes textos são palavras do próprio Senhor. Neles, Ele não deixa dúvidas quanto a paternidade de Deus. Meu Pai, é a expressão que mais se repete. E quando o Senhor faz a vontade do Pai aos homens, Ele revela o caráter do Pai. Quando o Senhor Jesus em todos os evangelhos cura, quando liberta, quando multiplica pães e peixes, quando transforma água em vinho, quando perdoa uma mulher adultera, quando come com pecadores, Ele está revelando o Pai.

Em Jesus Cristo, por mais que alguns tentem negar, vemos Deus revelando seu propósito eterno de se relacionar conosco como Pai. E isto está implícito no ato da criação. Voltando ao livro de Genesis, vejo que homem e mulher Deus nos criou, dando-nos em Sua imagem e Semelhança a capacidade de gerar vida,e povoar a terra. Este ato revela a capacidade do homem de ser pai. De onde herdou? Assim como a capacidade de gerar, a de criar como pai com amor e dedicação, veio de Deus, o nosso Pai.

Olhando para o Senhor Jesus, vejo que Ele sempre fez questão de lembrar aos de seu tempo que sua vida e ministério não advinham de si mesmo. Que suas ações de amor em prol de cada pessoa que curou, libertou e levou as boas novas, eram ações que refletiam o amor do que o havia enviado. Ele mesmo disse a Felipe: João 14 - 9 Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?

E como podemos hoje nos apercebermos de como é o Pai? Penso que, assim como Ele revelou a nós Seu desejo de que O reconheçamos como Pai em Seu filho, precisaremos olhar novamente para o Filho, pois, quem o vê, “...vê o Pai.”. Assim sendo, devemos olhar para as palavras de Jesus, pois nos ensinarão a respeito de Si, e do Pai.

Creio, portanto, precisarmos entender nesta noite que, se desejamos conhecer verdadeiramente o Pai, precisamos conhecer o Filho. Que se desejamos viver como filhos de Deus, o Pai, precisamos observar como o Filho viveu, e seguirmos Seus passos. Pois, ninguém vai ao Pai, se não for por Jesus Cristo (João 14.9).

Portanto, se há uma palavra que gostaria que fosse compreendida nesta noite é: pais, se quiserem ser pais, segundo o coração de Deus Pai que está nos céus, aprendam com o Seu Filho, pelo qual fomos feitos filhos por adoção (João 1.14 e Romanos 8), pois Ele nunca fez a sua própria vontade, mas esteve entre nós para “fazer a vontade do Pai”, e revelar como Ele é.

Mas também tenho uma palavra aos filhos. Filhos, assim como o Senhor Jesus em todos os dias de sua vida procurou fazer a vontade de Seu Pai, do nosso Pai, olhem para seus pais com respeito, pois Eles, ao obedecerem ao Senhor Jesus, e viverem de acordo com Sua Palavra, refletem quem o Pai que está nos céus é. Olhem para o Senhor Jesus, e sigam seu exemplo como filho, pois Ele mesmo testifica a Seu respeito na sua relação com Deus Pai João 12 - 49 Porque eu não falei por mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, esse me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar. 12 - 50 E sei que o seu mandamento é vida eterna. Aquilo, pois, que eu falo, falo-o exatamente como o Pai me ordenou. Olhem para Ele, e aprendam a amar e respeitar seus pais, pois este é o primeiro “mandamento com promessa”. E todos os dias de sua vida serão prósperos, bem sucedidos, e longínquos.

Hoje é noite de celebração pelo dia dos Pais. Rogamos todas as bênçãos de Deus sobre eles. Pelos pais de nossa igreja, deste bairro, desta cidade, deste estado, deste país, do mundo. Pois sei que quando os pais estão aos pés do Senhor, os lares são fortalecidos. Que o Pai de toda eternidade, o príncipe da paz, o Pai de toda consolação, o nosso Deus de Luz e amor, seja, como Pai que é, abençoador e pastor de vossos corações.

Assim sendo, penso que esta é a melhor forma de comemorarmos os dias dos pais. Lembrando-nos e celebrando aquele que é o Pai de todos nós.

No amor daquele, cujo Pai nos adota em Si,

Cleber Batista Gouveia,pr.

02 agosto 2007

Olhar para além dos montes...

SALMO 121
121 - 1 Elevo os meus olhos para os montes; de onde me vem o socorro? 121 - 2 O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. 121 - 3 Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará. 121 - 4 Eis que não dormitará nem dormirá aquele que guarda a Israel. 121 - 5 O Senhor é quem te guarda; o Senhor é a tua sombra à tua mão direita. 121 - 6 De dia o sol não te ferirá, nem a lua de noite. 121 - 7 O Senhor te guardará de todo o mal; ele guardará a tua vida. 121 - 8 O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.



Nós vivemos dias em que as palavras do Salmista se encaixam muito bem. São tempos em que nossa entrada, principalmente se for num avião, nos dá medo. Tememos pela saída, de como, e se esta acontecerá. Mas é certo que também há medo quando um professor em nossos dias entra numa escola na periferia. "Será que serei novamente agredido?, ou agredida?". Mas, assim como valem as preocupações, e a sensação de que a peregrinação esta por ser interrompida com o ataque dos ladrões que descem dos montes, é certa a possibilidade do socorro divino. De onde nos virá o socorro?. Daquele que fez os céus e a terra (v.2).

O salmista parece ser um morador da cidade grande, ou mesmo de uma pequena cidade tomada pela violência urbana. Pode ser também um morador do campo indefeso, sendo atacado por ladrões. Poderia ser ele também uma pessoa bem guardada pelos seus seguranças, ou que more numa cidade tranquila, mas cujo coração é atacado constantemente pela culpa, pela solidão, pelo medo, pela angústia, pela depressão, pela falta de amor, compreensão, pelo pecado, pelo inimigo de nossas vidas; Para todos, porém, há socorro em Deus no tempo oportuno.

O salmista demonstra ter encontrado a trilha para o abrigo de sua vida, em tempos de aflição. Seus olhos, ao perceberem o perigo, vão diretamente para além da situação e dos que vêm contra ele. Eles se elevam para o alto, não em busca do socorro, mas já visualizando aquele que o traz. Parece-me que não há dúvida se Deus o ajudará ou não. O vejo mais afirmando aos seus inimigos: "Acham que estou só, indefeso? Esperem! O Senhor já vem, e com Ele é certo o meu livramento por Suas poderosas mãos!".

Olhando para o texto, e para a ação do salmista, compreendo que a segurança dos seus pés estão na caminhada de fé diária pela trilha do relacionamento com Deus, ao ponto de, no momento em que é surpreendido, ter a calma e a paz para fazer uma afirmação de que seus inimigos vêm contra ele com lanças e paus, mas ele os enfrentará com a força do Senhor, pois têm a sua amizade e aliança.

Em sua boca há a mesma confissão de fé: "se Deus é por nós, quem será contra nós?". Uma afirmação construída no dia-a-dia, exercida nos dias maus, reafirmada após a vitória, pois na batalha esteve com ele o Senhor. Por isto, o autor da carta aos Hebreus diz que seus olhos estão constantemente firmes no autor e consumador de sua fé, Jesus Cristo, no qual pode enfrentar suas lutas (Hebreus 12.2).

Acredito que nossos dias são tempos onde a maldade se multiplica no coração do ser humano, talvez de uma forma como minha geração não tenha visto. Ou talvez só agora estejamos despertando do sono, e descobrindo que a multiplicação do mal não seja algo tão recente. Descobrindo que temos uma inclinação para ações destrutivas desde Caim e Abel, e de que não há acepção de pessoas entre as vítimas, sejam estas crentes ou não.
Contudo, entendo que precisamos continuar com os olhos firmes, e a confiança renovada de que o guarda de Israel não cochila e nem dorme, e por isto não permitira que nosso pés vacilem nos dias maus. De que Ele não está desatento para com nossas vidas, e deste modo, continuará provendo socorro no tempo oportuno, fazendo-nos cantar: "O meu socorro vem de Deus, criador dos céus e da terra...".


No amor deste, que é nosso refúgio e baluarte,


Cleber Batista Gouveia, pr.
Pastor Auxiliar da Primeira Igreja Presbiteriana Independente em Taguatinga, DF
Capelão do Colégio Cedecap.

28 junho 2007

Vencendo as tentações...

“Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno. Hebreus 4.14-16

O Senhor sustém a todos os que estão a CAIR, e levanta a todos os que estão abatidos.
Salmo 145.14


Não importa a nossa maturidade espiritual, nunca escaparemos do alcance da tentação. Ser tentando não é um sinal de carnalidade, mas uma evidência de nosso caráter humano. Neste planeta cheio de pecado, a tentação é um fato de vida!
Trecho do Livro “Os 7 Estágios da Tentação" de Richard Exley



As tentações são reais. Por elas os seres humanos são levados a realizar todos os tipos de pecados, desde os mais simples, como roubar uma tesoura que se pode pagar, colar na prova, mentir que dormiu na casa do amigo, até as mais complexas como matar, roubar e adulterar. A tentação tem várias origens, pois vários são nossos desejos, e deles pode surgir a tentação, seja de um desejo não suprido, ou mal administrado. O que desejo abordar aqui, porém, é o fato de a tentação, e o seu enfrentamento, nos mostrar algumas realidades, dentre elas duas verdades e duas mentiras. Começo pelas mentiras:

A primeira mentira é: não sou pessoa sujeita a tentação: esta é a primeira grande mentira. Por ela somos levados a imaginar a nós mesmos como sendo pessoas intocáveis por pecados praticados por outras pessoas, quanto mais ser tentados por tal coisa. Mas é também a mentira que nos leva a culpar os outros pelas nossas fraquezas e consequentes quedas. Adão e Eva no paraíso fizeram isto. Sucumbiram a tentação e quando Deus os confrontou, disse Adão: “foste a mulher que me deste...”, e disse Eva: “a serpente, foi ela...” (Gênesis 3. 2 -3). Muitos vivem assim, e não conseguem, desta forma, se verem livres do realizar com prazer as insinuações da tentação.

Conheço o caso de um jovem amigo que, após ser livre das drogas, um dia afirmou aos amigos que não sofreria os efeitos se fumasse novamente. Achou-se imune, pois confiava que seu corpo seria “revestido de tal forma, que a droga não agiria”. Fumou, e esta pior que antes, usando a palavra como desculpa para o seu vício. Eis o grande poder desta mentira.

A segunda é: ver a mentira como se fosse uma grande verdade, e a verdade como se não fosse tão verdadeira assim: ao sermos tentados surge uma grande mentira em forma de afirmação: “é certo que, se comeres, sereis conhecedor do bem e do mal, sereis iguais a Deus”; “é certo que, se fizeres bem feito, nunca o pegarão, e ficarás milionário, sem necessidade de mais nada”; “é certo que, se matares, livre serás deste incomodo”; “é certo que, se adulterar, e fizer bem escondido, com cumplicidade dela, ou dele, seu esposo ou esposa, não saberá”, e outra grande mentira em forma de pergunta: “és certo que morrerás?”; “será mesmo que lhe pegarão?”; “será mesmo estou feliz neste relacionamento?”; “será que ser honesto compensa?”.

São mentiras que vêm ao nosso pensamento, e nos levam a desejar outra realidade, sempre pior, como se fosse melhor do que a verdade, e a justiça. Em outras palavras, nos ilude, e, quando sucumbimos a suas doces palavras, nos faz mentir para nós mesmos; mentira esta a qual gozaremos com prazer se não formos desmascarados por Deus, como Davi o foi por Natan (II Samuel 12).

Estas são as duas grandes mentiras as quais estamos sujeitos a vivenciar quando tentados, sendo que destas surge, ao aceitarmos as indicações da tentação, uma terceira: “não há mais esperança em Deus para você! Você é fraco, e Deus não aceita fracos!”. Contudo, quero rebater as três a partir do texto de Hebreus, apresentando duas grandes e vitoriosas verdades de Deus a respeito da nossa luta diária contra a tentação:


Primeira Grande verdade é: somos sujeitos a todos os tipos de tentações: não importa o quanto você seja experimentado na vida cristã e no manejo da Palavra. Não importam suas experiências com Deus, não importam os grandes feitos, você é sujeito à tentação, eu o sou. Vejamos o que diz Tiago em relação a isto, no primeiro capítulo de sua carta:

v.13 Ninguém, sendo tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. v.14 Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência; v.15 então a concupiscência, havendo concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.

Paulo também nos dá grande testemunho desta verdade. Apóstolo levantado pelo próprio Senhor, e sendo homem que experimentou grande poder em sua vida, que suportou açoites, naufrágios, prisões, expulsou demônios, curou enfermos com a própria roupa e através de objetos pessoais dos mesmos, confessou ser totalmente sujeito à tentação e ao fracasso diante desta:

“7.15 Pois o que faço, não o entendo; porque o que quero, isso não pratico; mas o que aborreço, isso faço [...] 7.18 Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem está em mim, mas o efetuá-lo não está.
7.19 Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse pratico [...] 7.24 Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?” Romanos 7. 15, 18, 19 e 24.

Ou seja, não importa o quanto experiente você é. O quanto você ora, jejua, estuda a Palavra, és sujeito à tentação. O texto de Hebreu quanto a isto é bem claro ao afirmar que Cristo, o Senhor, o Deus que se fez carne, “... como nós, em tudo foi tentado.” (v. 15 b). Ele também esteve sujeito à possibilidade do pecado. Ele, entretanto, não pecou; não é o nosso caso. Aproveito esta afirmação do autor de Hebreus para deixar claro algo nesta verdade que aprendi nestes dias lendo Os sete estágios da tentação, de Richard Exley: a tentação não é pecado. Cristo fora tentado sem, porém, pecar. Mas o fora. A tentação, portanto, não é o pecado em si, mas pode-se tornar quando a ela sucumbimos.

Por isto, podemos não ser capazes de praticar certos tipos de pecados, ou por não sujeitarmos a tentação, ou por não termos a ocasião e o lugar oportunos. Entretanto, não podemos negligenciar a realidade de que estamos sujeitos às tentações, pois seria esta a grande oportunidade da carne, de satanás, e a nossa grande ruína.
Saiba: temos fraqueza! Não é horrível admitirmos isto, principalmente, quando o fazemos diante do Senhor Jesus Cristo, pois isto nos fará alcançar ajuda no tempo oportuno (Hebreus 4.16).

A Segunda Grande verdade, portanto, é: temos ajuda no tempo oportuno: O autor de Hebreus é magnífico em seu ensino. Somos sujeitos à tentação, sujeitos a sucumbir a esta devido as nossas fraquezas, mas, Cristo Jesus, o nosso Sumo Sacerdote, sabe o que passamos, e está pronto a nos ajudar! Ele não nos acusa, mas nos justifica. Ele não nos deixa sozinhos, mas nos assiste. Por isto, acheguemo-nos a Ele, e sejamos assistidos.

Paulo também deu esta mesma orientação aos cristãos, objetivando levá-los à consciência desta realidade, e a viverem a vitória que há em Cristo Jesus, ao afirmar:

“...Não vos sobreveio nenhuma TENTAÇÃO, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a TENTAÇÃO dará também o meio de saída, para que a possais suportar.” I Coríntios 10.13

Pedro, outra coluna da Igreja, reafirma esta verdade:

“...também sabe o Senhor livrar da TENTAÇÃO os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados...” I Pedro 2.9.

O que vemos nas palavras do autor de Hebreus, de Paulo e de Pedro? Vemos o Senhor falar conosco que sabe que não somos como Cristo, pelo contrário, totalmente sujeitos a aceitar a sedução da tentação. Que somos também totalmente sujeitos a aceitar a grande mentira de que Ele nos deixará sozinhos, à mercê do poder da carne, do diabo, e de suas artimanhas, e, por isto, usa seus servos a fim de nos fazer levantar os olhos para os montes, e ver que o nosso socorro é vindo sem falta da parte dele dos céus (Salmo 121).

O que devemos fazer então? O próprio autor de Hebreus é claro a respeito disto. Tendo um sacerdote que sabe o que é ser tentado, e por isto se compadece de nós em nossas fraquezas e nos ajuda, ele nos afirmar que precisamos ter duas atitudes diante da tentação:

Primeira: “...não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da TENTAÇÃO no deserto...” Hebreus 3.8

Segunda: "Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno." Hebreus 4.16

Desta forma, concluo fazendo o mesmo convite e a mesma orientação que o Senhor nos dá, a mim e a você, nos Evangelhos. O convite é a pratica da oração “...perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo aquele que nos deve; e não nos deixes entrar em TENTAÇÃO, (mas livra-nos do mal.)” o qual ele nos faz em Mateus 26.41, e a orientação é a que esta em Marcos 14.31 “Vigiai e orai, para que não entreis em TENTAÇÃO; o espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

Creio que, se assim o fizermos, teremos ajuda no tempo oportuno, e se cairmos, a coragem de perseverar na certeza de que o cair é do homem, e o levantar de Deus. Contudo, o que está em pé, cuide para que não caia (I Coríntios 10.12), pois a ajuda do Senhor para isto nós temos.


Cleber Batista Gouveia, pr.
Pastor Auxiliar da 1a. Igreja Presbiteriana Independente do Distrito Federal.

26 junho 2007

Site pela família....

Coloco na sessão de links, o site a VINACC, uma associação cristã, a qual tem um posicionamento firmado contra este movimento que busca intimidar a Igreja quanto a seu posicionamento contra a homossexualidade... vale a pena ler o site e apoiar esta idéia.

23 junho 2007

VOCÊ JÁ LOUVOU HOJE?



“Louvai ao Senhor, porque é bom e amável cantar louvores ao nosso Deus” ( Salmo 147.1a)

O dicionário define assim o verbo Louvar: Verbo transitivo direto. 1.Dirigir louvor(es) a; elogiar, gabar; 2.Exaltar, enaltecer, glorificar. 3. Confirmar com elogio; aprovar; aplaudir. 4.V. bendizer; 5.Calcular o valor de; avaliar. (Dicionário Aurélio)

Na Bíblia, louvar a Deus não é uma mera sugestão. Nem tampouco é um mandamento para que se cumpra um script de um ato religioso. Louvar somente quando se sente vontade, ou para se cumprir um roteiro de um culto público, é apenas uma sombra do que a Bíblia define como o Louvor verdadeiro ao Deus Verdadeiro.

Louvar a Deus é um mandamento! O louvor deve ser oferecido a Deus com alegria, com vida santa, no poder do Espírito. O louvor deve ser motivado por Deus, oferecido a Deus, de acordo com a Palavra de Deus. O trono de Deus está cercado do louvor dos serafins. O céu será para sempre o lugar da mais excelsa manifestação de louvor dos remidos. Contudo, Deus não precisa do nosso louvor! Deus não se torna melhor, maior ou mais digno, se O louvamos. De igual modo, Deus não perde sua Glória, Poder e Majestade, se não O louvamos. Em Deus “não existe variação ou sombra de mudança” (Tiago 1.17). O Senhor Todo-Poderoso não é um narciso que, carente de atenção, precisa de aplausos para ser feliz! Louvar a Deus é uma necessidade que temos, e não uma necessidade que Deus tem. O louvor a Deus traz-nos libertação, entusiasmo, restauração, cura e quebrantamento.

Quando Deus ordena que o louvemos é para o nosso bem! Se não O louvamos tornamo-nos perdidos e confusos, sem rumo e sem sentido na existência! Se não O louvamos tornamo-nos pobres, pois reduzimos a vida à aparência do que tem valor. Reduzimo-nos às coisas que recebemos e compramos, aos diplomas que conquistamos, aos títulos que os outros nos outorgam... Enfim, ficamos tão pobres que a únicas coisas que temos são estas pobres coisas que temos! Deus nos converte a Ele e louvá-LO nos mantém olhando para a direção certa, dando valor ao que realmente tem valor!

O louvor é um dos métodos terapêuticos de Deus para curar nossa natureza voltada para nós mesmos e para as obras de nossas mãos!

E você, já louvou hoje?


Rev. Ézio Martins de Lima
Pastor da IPI Central de Brasília.

Motivo de nossa celebração...

Hoje tenho que falar aos jovens da congregação onde vivo a vida pastoral. É um dia especial, de comemoração do aniversário da esposa do Presbítero Uilian, Dulcineia. Irmã amada, dedicada, jovem mãe que demonstra uma vida de entrega e amor ao Senhor Jesus. Compartilho abaixo o texto de minha meditação, em primeira mão, aos leitores do blog. Que seja sobre todos nós, o júbilo que brota da nova vida em Cristo Jesus.


Salmo 100. 1

ce.le.brar vtd (lat celebrare) 1 Realizar com solenidade. 2 Comemorar, festejar. 3 Publicar com louvor; exaltar.
jú.bi.lo sm (lat jubilu) 1 Grande alegria ou contentamento. 2 Regozijo. Antôn: tristeza. re.go.zi.jo sm (cast regocijo) Grande gozo; vivo contentamento ou prazer.

O Texto nos diz: Celebrai. Quando celebramos, celebramos sempre por algum motivo. Lembro-me do povo de Israel quando celebrava as vitórias sobre seus inimigos. Lembro-me dos discípulos de Jesus quando voltaram celebrando o fato de os demônios se sujeitarem a eles no nome do Senhor. Ele, contudo, diz: alegrai-vos não porque se submetem, mas pelo fato do nome de vocês estarem no livro da vida (Lucas 10.20).


Celebra-se sempre por um grande motivo, e, hoje, celebramos mais um ano de vida da Dulcineia. Contudo, nossa celebração ultrapassa o fato presente. Celebramos o seu aniversário, mas acima de tudo o fato de que este faz parte de uma eternidade de anos na presença de Deus. Celebramos o fato de seu nome estar no livro da vida, e, a vida que vive agora, ser uma nova vida em Cristo, livre do poder do pecado e da conseqüência deste, a morte eterna (II Coríntios 5.17).

Celebramos o fato de Dulcineia hoje comemorar mais um ano de vida, tendo ela já recebido o maior presente de sua história: a vida eterna, pois, o salário do pecado é a morte, mas o DOM (presente) de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus (Romanos 6.23).

Por isto hoje celebramos. Mas não celebramos com uma alegria comum. Celebramos com Júbilo, alegria intensa, com diz o apóstolo Pedro, alegria indizível, pelo fato de nossa esperança em Cristo Jesus a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória, (I Pedro 1.8) pois ela já estar realizada, e hoje, já vivemos a eternidade prometida. Assim celebrou com júbilo o Eunuco batizado por Filipe a vida Eterna, como nos diz a Palavra de Deus em Atos 8.39 q
uando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não o viu mais o eunuco, que JUBILOso seguia o seu caminho.

Nossos dias aqui, nossos aniversários, estão incluídos na eternidade de Deus. Já a vivenciamos, ainda que nos falte a plenitude dela, (I Corintios 13.9-12), pois a morte já não é a realidade final de nossas vidas. Desta forma, sabemos como será quando Cristo voltar. Será um dia de festa e júbilo, pois, como diz Judas em sua pequena carta, esperamos em Deus, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e JUBILOsos. Judas 1.24.

Celebremos, portanto, com júbilo ao Senhor pela vida da Dulcineia. Celebremos com júbilo ao Senhor pela sua vida em Cristo, da qual compartilhamos, que o Espírito traz à vida de Dulcineia, pois, com toda razão, neste dia de comemoração de mais um aniversário, ela pode testemunhar que não mais eu vivo, p
ois eu pela lei morri para a lei, a fim de VIVEr para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo VIVE em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim. (Gálatas 2.19-20). Celebremos com júbilo ao Senhor!


Cleber B. Gouveia, pr.
Pastor auxiliar da 1a. Igreja Presbiteriana Independente do Distrito Federal.

13 junho 2007

Fazer o bem sem saber a quem, onde e quando...

"...É lícito curar nos sábados?".
Mateus 12.10b


Em Mateus 12, dos versos 9 a 14, vemos o Senhor Jesus realizar a cura de um homem de mãos ressequidas. É um momento glorioso, onde podemos ver a compaixão de Deus pelo ser humano decaído, e a clara evidência de que Ele, o Criador de toda perfeição, desejar restaurar todas as coisas ao estado natural, destruindo assim o poder corruptor do pecado.

Entendo ainda que a cura é um confronto a falta de amor encontrada nas relações dos seres humanos, uma vez que os fariseus ficaram calados diante da pergunta do Senhor se era lícito curar no sábado. Eles não se importavam com o doente, mas apenas com seus "umbigos", suas convicções, e com o domínio que impunham através do medo, nunca pelo amor.

A cura é, portanto, fruto do amor de Deus pela obra de Suas mãos, levando aos cativos, como dito em Lucas 4, a libertação do cativeiro do pecado e suas conseqüências diretas no nosso corpo, no caso, a enfermidade. Além disto, a cura é pedagógica para nós cristãos. Ao realizá-la, o Senhor Jesus Cristo nos ensina, como o fez aos fariseus, que sempre será lícito fazer o bem, não importando a quem, onde e quando.

Nunca preceitos humanos estarão acima do fazer o bem. Desta forma, aprende-se com o Senhor que, para se fazer o bem ao próximo, não há tempo certo e tempo inadequado. Haverá sempre tempo para o fazer, e este o é urgente. Podemos afirmar, assim, que a cura da mão ressequida deste homem significa que o bem deve ser feito sempre que necessário, e, como o mau se multiplica, o necessário será todo o tempo. Logo, "... é lícito, nos sábados, fazer o bem". Mateus 12.5.

O que tem sido o "sábado" em seu coração? O que o (a) tem impedido(a) de fazer o bem? Pois, como diz Tiago, na nossa omissão, ou incompreensão da vontade de Deus em Cristo Jesus - de se fazer o bem a quem de nós necessite - não somente é prejudicada a pessoa a qual seria beneficiada com nossa práxis cristã, mas nós mesmos, pois, aquele "... que sabe fazer o bem, e não o faz, comete pecado". Tg 4.17.

"Senhor, ensina-nos, a fazer o bem em todo o tempo, em nome daquele que viveu, morreu, e vive para o nosso bem, amém!".

Cleber Batista Gouveia
Pastor Auxiliar da 1a. IPI do Distrito Federal
E Capelão do Colégio Cedecap, Taguatinga, DF.

06 junho 2007

O Deus dos Vales

“...pois quando sou fraco aí então sou forte, porque a tua graça me basta e o seu poder se aperfeiçoa na minha fraqueza.”


No monte, tua face é reluzente, seus olhos são de fogo e seus pés como bronze – e eu já vi – nas muitas vezes que estive lá e por onde vou de vez em quando, te vejo muito lá quando me encontro te adorando, seja no meio do culto, ou no meu quarto secreto. Fecho os olhos e de repente, lá está você.
Gosto de ficar lá sentado, te observando, nessa sua relação com o Pai, quando percebo que está falando com ele em meu favor, e vejo o movimento desse diálogo, como as correntes marinhas agitam os corais, um movimento que envolve e se confunde em plena harmonia.
Quando estou lá, no meu canto, observando, às vezes me dá vontade de rir quando lembro dos apóstolos, pensando em construir tendas e ficar por ali pra sempre. Ah! Se eu pudesse queria marcar esse ponto com um GPS, fazer um monte de fotos com uma câmera digital de pelo menos uns 5 Gbytes, de vários ângulos e, como gosto de churrasco, poderia me oferecer pra fazer uma picanha na chapa...
Mas hoje eu não te vi, mais do que não vi, não te percebi, nem sequer achei o lugar, muito embora o tenha procurado e desejado encontrá-lo com todas as minhas forças.
Te conheço há tanto tempo e até hoje não sei porquê às vezes você faz isso.
Acho que você não gosta de ser previsível, ou pelo menos, quando penso que o tenho o tempo todo te procuro no lugar de sempre e não te encontro. Acho que o meu erro está aí, talvez eu tenha tentado te “situar” no meio da minha vida como um item a mais... será? Não sei...
É verdade que já caminho com você há algum tempo, e já vimos coisas juntos, você me mostrando... que nem conto pra ninguém. Será que o caminho nos corrompe? Também não sei. Talvez.
Mas hoje não te encontrei no monte e nem no caminho, e olha que eu precisava tanto falar com você. Muita coisa hoje me feriu mais do que devia, e doeu. Confesso que fiquei perdido, e até paginei várias vezes a agenda do meu celular, procurando um número pra ligar, mas na verdade, precisava era falar contigo.
Tive de novo aquela sensação de como o caminho é longo quando às vezes a gente sente que está caminhando só... você lembra? Deve lembrar. O calvário nunca deve ter sido tão longe quanto foi aquele dia.
Então resolvi parar de caminhar... quer saber? Cheguei no último fôlego. Só me restou dobrar os joelhos e fazer aquela oração de quem não diz nada, nem pede nada, que só acontece. Parece uma daquelas cenas em que dois amigos se olham e sabem exatamente o que um quer dizer ao outro, palavras não são necessárias. O mais profundo diálogo.
Olhei ao meu redor e vi o vale, nada dos horizontes, nem do ocaso multicor... só vi montanhas e abismos. Então fiz de conta que as estava mostrando pra você, pra ver se você aparecia.
Ainda um pouco e fiquei ali, até que percebi que você chegava e antes da sua chegada a sensação de água molhando minha boca.
Você sabe que eu não consigo guardar mágoas de você por causa disso. Que quando você chega eu já não me lembro das montanhas e abismos, das ondas e tempestades. O que mais me impressiona é que toda vez que isso acontece parece que sempre é a primeira vez!
Não dá pra descrever... o que você faz é lindo. Só você mesmo né...
Que bom ser seu amigo e te encontrar no vale. Sabe... pode parecer bobagem, mas te encontrar no vale é especial. Parece que você está ali só por causa de mim!!!
Ah... como eu te amo...
Mas não faz mais isso não, viu?!!!!